Convido a todes para estarem na abertura da coletiva EROTIC, amanhã, a partir das 14h. Um projeto Olugar arte contemporânea @olugarartecontemporanea, com 58 artistas participantes, dentre os quais estarei apresentando uma obra da série lutadores, que problematiza o homoerotismo e as masculinidades nas práticas corporais.
Este espaço é destinado à divulgação da arte em suas múltiplas linguagens, recortes históricos e temas. De forma paralela, apresento aspectos do trabalho que desenvolvo, no Rio de Janeiro.
26 de maio de 2023
Abertura da coletiva EROTIC
16 de março de 2023
Novo artigo sobre Alair Gomes e a série "Sonatinas, Four Feet" - Revista ART CULTURA
Masculinidades e práticas corporais na obra de Alair Gomes: a série
Sonatinas, four feet
Fabiano Pries Devide
Alair Gomes é um expoente da fotografia brasileira. Sua extensa obra, produzida entre as décadas de 1960 e 1990, integra o acervo de importantes instituições, reconhecida, entre outros aspectos, pelo pioneirismo na abordagem do homoerotismo. Dedicou denotada atenção ao esporte e à ginástica, temas não identificados como emergentes e recorrentes em outros artistas contemporâneos nacionais. Este artigo tem por objetivo discutir as representações sobre as masculinidades expressas em uma de suas séries – Sonatinas, four feet, realizada a partir de 1966 e depositada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Debruçamo-nos especialmente sobre duas sequências nas quais se destacam homens se exercitando na praia. O que nos chamou atenção foi como as práticas corporais, um campo em que, em geral, a heteronormatividade é consolidada, foram mobilizadas para desestabilizar compreensões hegemônicas e apresentar novos significados do uso do corpo e do exercício da sexualidade.
Link: Artigo "Masculinidades e práticas corporais...
Seminário 100 Alair Gomes - 2022
Este post tem por intuito divulgar o "Seminário 100 Alair Gomes", realizado em 2022 e do qual participei da organização e de suas três mesas. Todos, todas e todes podem assistir ao evento no Canal do PPGAV-UFRGS, no YouTube. Confiram!
O evento
reuniu colecionadores como Joaquim Paiva, a historiadora Luciana Muniz
(Fundação Biblioteca Nacional), além de pesquisadores e pesquisadoras que se
debruçam sobre a obra deste artista contemporâneo desde o início do século XX,
representantes da UFRGS, UFF, UFRJ, Unicamp e USP.
Neste
evento, apresentei a pesquisa de pós-doutorado, desenvolvida no PPGHC-UFRJ, na
qual investiguei as práticas corporais e as masculinidades em movimento na obra
desse artista, especificamente a partir de três de suas extensas séries
fotográficas: Sonatinas, Four Feet; Esportes e Beach Triptychs.
Mesa 1 -
Alair por escrito: Seminário
100 Alair Gomes 30 nov.
Mesa 2 -
Alair e a cidade: Seminário
100 Alair Gomes 01 dez.
Mesa 3 -
Alair e o estúdio: Seminário
100 Alair Gomes 02 Dez.
27 de agosto de 2021
Produções acadêmicas do pós-doutorado (PPGHC-UFRJ)
Texto completo.DesfazendoGênero.2021
Resumo: Este estudo se localiza na interface da Arte Contemporânea, História Social e das Práticas Corporais. O objetivo foi interpretar as representações sobre as masculinidades na série “Sonatinas, Four, Feet”, de Alair Gomes, na qual a ginástica se destaca. Partindo dos Estudos das Masculinidades, analisamos as imagens a partir da intercessão entre obra, artista, movimento artístico e contexto sociocultural e histórico. Tal recorte da obra do artista amplia o olhar para o corpo masculino, ao destacar tanto a virilidade e a força; quanto a sensualidade, o desejo e o homoerotismo, esgarçando limites da masculinidade hegemônica e da heteronormatividade, sinalizando uma masculinidade inclusiva.
7 de junho de 2021
Abertura da exposição coletiva RESET 21 - Centro Cultural dos Correios/Niterói
Alguns registros da exposição coletiva RESET 21, com curadoria de Osvaldo Carvalho e Coordenação de Luiz Badia e Roberto Tavares. Com um "time" de 21 artistas, a montagem impecável ocupa quatro grandes salas do primeiro andar do Centro Cultural dos Correios, em Niterói, apresentando pinturas, instalações, objetos, obras interativas e fotografias.
Participam da coletiva: Aparecida Silva, Beanka Mariz, Bet Katona, Claudia Kayat, Cris Cabus, Denise Torbes, Eduardo Mariz, Eduardo Ventura, Fabiano Devide, Hertberth Sobral, Hugo Barnabé, Jorge Cupim, Mirela Luz, Osvaldo Carvalho, Petrillo, Roberto Tavares, Rosa Hollman, Rosa Paranhos, Sheila Mancebo, Silvio Baptista.
Os protocolos de distanciamento, disponibilidade de álcool em gel e o uso de máscara obrigatório garantem uma visita segura e prazerosa. Não percam!
26 de maio de 2021
RESET 21 - Centro Cultural dos Correios/Niterói
RESET 21“Pior que esquecer a história,
é distorcê-la para avivar o ressentimento.”
Peter Brown
Uma exibição coletiva com vários artistas, que envolve múltiplas abordagens de técnicas e de processos, enseja leituras não lineares entre os trabalhos em si. Na prática, há diversos agentes que implicam uma produção artística, e que parecem atuar de maneira aleatória. Porém, quando essa produção tem como leitmotiv reflexões reunidas ao longo de um período pandêmico, sob a égide da insegurança e do medo, da desinformação e do despreparo, de ações negacionistas e de descrédito à ciência, ao que se juntam ações de grave impacto sobre o meio ambiente, aumento do desemprego, pobreza crescente, isolamento social, entre inúmeras outras mazelas de repercussão global, invariavelmente ela recairá no âmbito dessas vivências, pois são respostas mais prementes, exigidas pela situação.
A proposta foi conceber uma exposição em que esses artistas apontassem, em suas faturas desenvolvidas durante a pandemia, de que maneira esse evento adverso sensibilizou seus processos criativos. É um período que requer ainda cuidados, que provoca ansiedade e incerteza, mas também um tempo de estudo e imersão, no qual esses artistas elaboraram e guardaram suas realizações. A finalidade é justamente trazer à tona aquela produção represada e dar um reset em suas atividades. Resetar, um anglicismo absorvido pela língua portuguesa, é desligar e ligar o computador porque “deu tilt”, computador que se tornou o novo meio de vida que muitos encontraram para trabalhar, tanto quanto se distrair.
Por meio virtual foram refeitas as conexões e as relações, o mundo digital ganhou dimensões inimagináveis, para o bem e para o mal. A sensação desconfortável de ter falsas informações corroendo nossa lucidez, distorcendo fatos, é um desses exemplos malignos. Peter Brown, em recente entrevista para o jornal El País, nos diz que “não há nada mais trágico que um homem que perdeu a memória”, e que, “distorcer a história é ainda pior do que esquecê-la”. Os artistas presentes em RESET 21 lidam com essa tênue linha, a cada dia mais difusa, de modo a não deixar que se perca a essência de nossa humanidade, para que não haja “lembranças pela metade”, conforme apregoa o historiador irlandês, e que diminui “nossa capacidade de nos interpor e criticar as falsas memórias históricas”. Resistir às intempéries causadas por aqueles que lidam com a vida com antolhos ideológicos, é tarefa para os que caminham de mãos dadas com narrativas sólidas, tijolo após tijolo, na construção de uma sociedade que se reconheça em todos os seus, sem exceção, esse é o pressuposto que caracteriza o artista neste início do século 21.
Assim é que restaurar a confiança nos haveres e deveres de nossos antepassados, não pelos erros, não pelos acertos, mas pelo aprendizado que nos legaram, faz dessa mostra um pequeno símbolo de esforço para destravar o HD de nossas almas entorpecidas, para que nosso sistema operacional se restabeleça, estejamos novamente acessíveis, sem nenhum vírus detectado.
Osvaldo Carvalho (curador)
10 de setembro de 2018
Práticas corporais na QUEERMUSEU - EAV- Parque Lage
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| FERNANDO BARIL Cruzando Jesus Cristo com Deusa Shiva Acrílica s/ tela, 150x125cm, 1996 (coleção do artista) |
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| ALAIR GOMES Beach Tryptich nº 10, 1980 Fotografia 23x17cm cada (Acervo da Fundação Biblioteca Nacional) Beach Tryptich nº 25, 1980 Fotografia 24x18cm cada (Acervo da Fundação Biblioteca Nacional) |
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| FERNANDO BARIL Halterofilista, 1989 Acrílica s/ tela, 190x110cm (Coleção do artista) |
Em outra obra, o Halterofilista (acima), o mesmo artista apresenta um homem que apesar de apresentar vários elementos que fazem parte de uma masculinidade hegemônica, como por exemplo, a massa muscular; rompe com a mesma ao ser representado utilizando sapatos de salto e um adorno na cabeça, marcas de gênero femininas em nossa sociedade patriarcal e heteronomativa.
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| GILBERTO PERIN Fim de Jogo (Série Camisas Brasileiras), 2010 Fotografia 60x90 cm (Acervo MARGS) |
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| NINO CAIS S/ título, 2016 Colagem s/ papel, 39x31cm (Coleção particular) |
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| BIA LEITE Travesti da Lambada e Deusa das Águas, 2013 Acrílica, óleo e spray s/ tela, 100x100cm (Coleção Particular) |
Em tempos de censura velada e vetos relativos ao uso dos termos "gênero", "sexualidade", "diversidade", "idendidade", entre outros, no contexto de documentos oficiais que regem a Educação brasileira e outras esferas públicas (federais, estaduais e municipais), visitar a Queermuseu é uma oportunidade ímpar para se deparar com algo que atravessa nossas práticas sociais cotidianas: o gênero e sua implicações em nossas vidas.
Serviço: QUEERMUSEU: CARTOGRFIAS DA DIFERENÇA NA ARTE BRASILEIRA
6 de agosto de 2018
Cultura Popular, brinquedo e práticas corporais na coletiva 10 MODERNOS - Casa Museu Roberto Marinho
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| O Boneco, 1939 óleo s/ tela José PANCETI |
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| Roda, 1942 óleo s/ tela MILTON DACOSTA |
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| O Equilibrista, 1949 óleo s/ madeira GENARO DE CARVALHO |
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| Brodowski, 1942 óleo s/ tela CANDIDO PORTINARI |
O acesso ao andar superior nos brinda com a coletiva "10 modernistas" que apresenta um recorte da coleção de Roberto Marinho, com destaques para a obra de Franz Krajberg, em local privilegiado, no acesso à exposição. Dali, após subirmos as escadas, nos deparamos com salas reservadas a um grupo de pinturas de cada artista, um hábito que Roberto Marinho cultivava: adquirir pinturas do mesmo artista, que retratassem diferentes épocas de sua produção, algo que nossos museus não fazem ainda nos dias de hoje.
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| Bailarinos, 1924 aquarela, nanquim s/ papel ISMAEL NERY |
No primeiro piso, então, nos deparamos com uma sala com dezenas de pinturas de José Panceti, uma parede com três pinturas de Tarsila, uma sala somente com obras de Candido Portinari (duas obras primas), outra de L. Segal, uma sala com desenhos e pinturas de Ismael Nery, outra com inúmeras pinturas de DiCavalcanti, uma reunião de obras (pinturas e desenhos) de Guignard que nem mesmo em seu museu, em Ouro Preto (MG), temos o privilégio de ver reunidas; uma parede com obras de Milton Dacosta, outra com três importantes pinturas de Djanira, e outra parede com pinturas de Burle Marx, todos ícones da pintura moderna no Brasil, que receberam influências europeias.No contexto da exposição, destaco nesta postagem algumas obras que tematizaram, entre outros aspectos, as práticas corporais e suas manifestações, como o circo, o brinquedo e a cultura popular. Entretanto, estimulo que conheçam a Casa Museu Roberto Marinho e se deparem com obras primas de alguns desses artistas modernos brasileiros lá depositadas, com destaques para Guignard, Portinari, Tarsila do Amaral e José Panceti.
Serviço: http://www.casarobertomarinho.org.br/
5 de janeiro de 2018
Mostra SEM CENSURA na Revista Palíndromo - UDESC
A Revista Palíndromo é uma "publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. Existe desde 2004, inicialmente na forma impressa e depois apenas em modo eletrônico a partir de 2009. Trata-se de uma revista digital sem fins lucrativos e concebida para ser um veículo de divulgação de pesquisas e produção de conhecimento, devidamente inscrita na plataforma do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Atualmente conta com qualis B1 em Artes/Música. Palíndromo é uma palavra de origem grega que indica o que pode ser lido numa direção e também no sentido inverso, ou seja, de trás para frente. Avessa à ordem e às normas pré-estabelecidas, a pesquisa em/ sobre artes visuais remete não apenas a normas negadas, como demanda constante revisão de dados, processos e reorganização de ideias, acolhendo o que pode ser pensado como transito e travessia que desconhece uma só direção. [...] Tem por missão promover a difusão da reflexão acerca das artes visuais, contemplando pesquisas em História, Teoria e Crítica da Arte, bem como Poéticas artísticas, por meio da publicação de artigos de excelência, inéditos, produzidos por pesquisadores nacionais e internacionais, contribuindo, desse modo, para o aprofundamento destes campos do saber" [1]. 









































