10 de setembro de 2018

Práticas corporais na QUEERMUSEU - EAV- Parque Lage

FERNANDO BARIL
Cruzando Jesus Cristo com Deusa Shiva
Acrílica s/ tela, 150x125cm, 1996
(coleção do artista)
Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira, é uma exposição coletiva com curadoria de Gaudêncio Fidelis, atualmente montada nas recuperadas cavalariças da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, no Rio de Janeiro.


Após ataques de setores conservadores e o fechamento da mesma exposição em sua montagem inicial, no Santander Cultural, em Porto Alegre, no ano de 2017; e a censura imposta pela Prefeitura do Rio de Janeiro para que fosse montada no Museu de Arte do Rio (MAR), a mais bem sucedida campanha de crownfunding do país, com apoio de diversos setores da sociedade, arrecadou mais de um milhão de reais para viabilizar a recuperação de parte das instalações da EAV, o seguro e o transporte das obras, além de uma extensa programação que ocorrerá durante o período da montagem da coletiva.


A exposição reúne obras de artistas de diferentes épocas - Moderna e Contemporânea - unindo-as sob uma temática comum: a problematização de questões relacionadas às manifestações queer.


O texto da curadoria esclarece que "a Queermuseu é um 'museu metafórico', cujo objetivo é propiciar um campo de investigação sobre o caráter patriarcal e heteronormativo do museu como instituição por meio do próprio processo de realização de seu projeto curatorial. [...] constituir uma plataforma de experiência para exercitar o pensamento a partir de uma estrutura antinormativa. [...] Esta é a primeira exposição autointitulada queer com tal envergadura e perfil realizada na América Latina e a primeira já realizada no Brasil" (Gaudêncio Fidelis, curador).


Adentrar na EAV-Parque Lage é uma experiência que necessita ser vivida e não contada por tudo que temos ali, reunido: natureza, arte, educação, turismo, história, arquitetura etc. Assim, passar pelo portão da instituição de arte no Brasil e encontrar uma fila de espera para poder ingressar numa exposição é algo raro (mas prazeroso), afinal, quando temos a oportunidade de viajar e visitar grandes instituições de arte europeias ou norte-americanas, por exemplo, a prerrogativa da fila de espera é algo recorrente, previsto.

Isto demonstra como ainda estamos distantes de uma educação para a fruição da Arte como assistimos em outros países, onde, não raramente, encontramos um público diverso, desde turmas de crianças tendo aulas de Artes nos museus; até pessoas idosas escolhendo, entre outras atividades possíveis no tempo livre, passar um dia andando por galerias sem fim, tal qual testemunhamos em museus como Louvre, Hermitage, Metropolitam, Rijiksmuseum, entre outros.


ALAIR GOMES
Beach Tryptich nº 10, 1980
Fotografia 23x17cm cada (Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)
Beach Tryptich nº 25, 1980
Fotografia 24x18cm cada (Acervo da Fundação Biblioteca Nacional)
Se pensarmos que esta é uma exposição coletiva com uma temática específica, queer, que tem sido vigiada por distintos dispositivos (movimentos conservadores, mídia, governos, instituições, entre outros); a visita de quase quarenta mil pessoas durante o período de sua montagem significa muitas coisas. Uma delas, inegável, é o interesse do público sobre Arte e a temática Queer; e outra, a constatação de que as questões de gênero estão presentes em nosso cotidiano e afetam as vidas das pessoas, que buscam espaços para se informar e criar laços identitários, que fortalecem grupos sociais e questões silenciadas pelos dispositivos acima mencionados. 


FERNANDO BARIL
Halterofilista, 1989
Acrílica s/ tela, 190x110cm
(Coleção do artista)


Apesar do distanciamento de minha formação daquela da curadoria ou crítica de Arte, como um estudioso da temática dos Estudos de Gênero que possui alguma inserção no território das Artes Visuais, avalio ser necessária uma reflexão sobre a reunião das obras expostas, como um todo, sob a temática queer, uma vez que algumas - mas não a maioria - se relacionam com a mesma.

Importante resgatar o significado do termo queer, que reapropriado pela Teoria Queer, foi ressignificado, passando de algo pejorativo ou depreciativo, a algo que se refere a uma postura afirmativa, relacionada ao movimento social da comunidade LGBTQI+.

Sob uma perspectiva pós-estruturalista e pós-identitária, os Estudos Queer combatem os binarismos (homem/mulher, masculino/feminino, homo/hétero), as polarizações, as dicotomias, a fixidez identitária, a normatividade, entre outros aspectos. Esses estudos buscam, sobretudo, integrar todxs aquelxs que não se enquadram num modelo heteronormativo, binário, que fixa identidades como masculinas ou femininas, a partir de uma determinação biológica, pautada no sexo.

Assim, ao passarmos pelas salas da Queermuseu, é fácil identificar obras de arte que tratam da temática, enquanto outras a tangenciam ou até mesmo, estão afastadas da mesma. Neste post, por minha relação com pesquisas na área dos Estudos de Gênero nas práticas corporais, destaco algumas obras que considerei potentes no âmbito do conjunto exposto e da temática proposta.

Alair Gomes (acima), o artista que produziu milhares de fotografias de homens anônimos exercitando-se na praia de Ipanema, nos brinda com parte do acervo de sua obra, reservado na Fundação Biblioteca Nacional, especificamente os Beach Tryptichs, produzidos na década de 1980, em que constatamos sequências de fotos com homens se exercitando e cultuando o corpo nas praias da orla carioca, sobretudo, em Ipanema.

Neste recorte, também destaco duas obras de Fernando Baril. A primeira apresenta uma pintura híbrida de Jesus Cristo, que dialoga com a Deusa Shiva, com seus múltiplos braços (acima), onde podemos identificar os tênis esportivos e uma luva de boxe em um dos braços (elementos que ancoram sentidos referentes às práticas corporais). A mesma obra ainda nos permite identificar uma série de diálogos com expoentes da Arte Moderna, como Picasso; e da Arte Contemporânea, como Andy Warhol, a partir de elementos diversos a serem cuidadosamente dispostos no campo da pintura.

Em outra obra, o Halterofilista (acima), o mesmo artista apresenta um homem que apesar de apresentar vários elementos que fazem parte de uma masculinidade hegemônica, como por exemplo, a massa muscular; rompe com a mesma ao ser representado utilizando sapatos de salto e um adorno na cabeça, marcas de gênero femininas em nossa sociedade patriarcal e heteronomativa.


GILBERTO PERIN
Fim de Jogo (Série Camisas Brasileiras), 2010
Fotografia 60x90 cm (Acervo MARGS)
Gilberto Perin apresenta uma fotografia que "espia" o espaço homossocial e de reserva masculina do vestiário, pós-jogo de futebol, com uma cena de jogadores alongando-se, trocando de roupa ou descansando sentados. No contexto de uma cultura corporal onde o futebol ainda pode ser identificado como um espaço dominado pelos homens, apresentá-los nus, juntos, no contexto do vestiário, propicia a produção múltiplos sentidos.

NINO CAIS
S/ título, 2016
Colagem s/ papel, 39x31cm
(Coleção particular)
Nino Cais possui algumas obras expostas, entre as quais destaco uma colagem que retrata dois homens em uma cena de luta produzida em 2016. A generificação das lutas como um espaço masculino nas práticas corporais, faz com que mulheres ainda enfrentem barreiras para sua inserção e permanência neste campo. A nudez e posição dos lutadores na imagem dialoga, indubitavelmente, com as fotografias de Eadweard Muybridge, feitas no século XIX.


BIA LEITE
Travesti da Lambada e Deusa das Águas, 2013
Acrílica, óleo e spray s/ tela, 100x100cm
(Coleção Particular)
Por fim, Bia Leite, artista brasiliense, tem duas pinturas, dentre as quais destaco aquela que representa aparentemente uma menina e um menino trans, vestidos, respectivamente de saia e legging, rompendo fronteiras de gênero e binarismos que fixam uma identidade a partir do sexo biológico com o qual nascemos.

Em tempos de censura velada e vetos relativos ao uso dos termos "gênero", "sexualidade", "diversidade", "idendidade", entre outros, no contexto de documentos oficiais que regem a Educação brasileira e outras esferas públicas (federais, estaduais e municipais), visitar a Queermuseu é uma oportunidade ímpar para se deparar com algo que atravessa nossas práticas sociais cotidianas: o gênero e sua implicações em nossas vidas.


Serviço: QUEERMUSEU: CARTOGRFIAS DA DIFERENÇA NA ARTE BRASILEIRA
Curadoria: Gaudêncio Fidelis
Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro
Período: 18 agosto-16 setembro
Horário: Seg.-Sex. 12:00h-20:00h - Sáb., Dom., Feriados, das 10:00h às 17:00h
Entrada gratuita.















6 de agosto de 2018

Cultura Popular, brinquedo e práticas corporais na coletiva 10 MODERNOS - Casa Museu Roberto Marinho

O Boneco, 1939
óleo s/ tela
José PANCETI
Visitar um dos novos espaços para a Arte no Rio de Janeiro foi uma grande surpresa. A curiosidade de adentrar nos jardins e no casarão colonial da família Marinho logo dá espaço a uma sensação de leveza e respeito pelo cuidado com que transformaram a casa em espaço expositivo, tanto para a Arte Contemporânea, como constatamos em uma sala no nível térreo da casa museu, com obras de Daniel Senise, A. B. Geiger, Zerbini, entre outros dez nomes de artistas contemporâneos; aos jardins projetados por Burle Marx, com lagos de carpas e obras monumentais de Raul Mourão, Maria Martins, Bruno Giorgi, Carlos Vergara, Beth Jobim e até mesmo do próprio Roberto Marinho.


Roda, 1942
óleo s/ tela
MILTON DACOSTA
Ainda no térreo, temos a possibilidade de assistir no cinema original da casa, com duas grandes telas de Genaro de Carvalho, um curta metragem narrado por Pedro Bial, com cenas do solar que inspirou a construção da casa e como esta foi construída e recebeu figuras ilustres da música, artes em geral ao longo do séculos XX e XXI. Neste mesmo cinema, há uma programação com documentários sobre Arte Contemporânea, neste momento, Roy Lichtenstein, o museu Centre Pompidou, em Paris, entre outros. 
O Equilibrista, 1949
óleo s/ madeira
GENARO DE CARVALHO









Brodowski, 1942
óleo s/ tela
CANDIDO PORTINARI


O acesso ao andar superior nos brinda com a coletiva "10 modernistas" que apresenta um recorte da coleção de Roberto Marinho, com destaques para a obra de Franz Krajberg, em local privilegiado, no acesso à exposição. Dali, após subirmos as escadas, nos deparamos com salas reservadas a um grupo de pinturas de cada artista, um hábito que Roberto Marinho cultivava: adquirir pinturas do mesmo artista, que retratassem diferentes épocas de sua produção, algo que nossos museus não fazem ainda nos dias de hoje.




Bailarinos, 1924
aquarela, nanquim s/ papel
ISMAEL NERY
No primeiro piso, então, nos deparamos com uma sala com dezenas de pinturas de José Panceti, uma parede com três pinturas de Tarsila, uma sala somente com obras de Candido Portinari (duas obras primas), outra de L. Segal, uma sala com desenhos e pinturas de Ismael Nery, outra com inúmeras pinturas de DiCavalcanti, uma reunião de obras (pinturas e desenhos) de Guignard que nem mesmo em seu museu, em Ouro Preto (MG), temos o privilégio de ver reunidas; uma parede com obras de Milton Dacosta, outra com três importantes pinturas de Djanira, e outra parede com pinturas de Burle Marx, todos ícones da pintura moderna no Brasil, que receberam influências europeias.


No contexto da exposição, destaco nesta postagem algumas obras que tematizaram, entre outros aspectos, as práticas corporais e suas manifestações, como o circo, o brinquedo e a cultura popular. Entretanto, estimulo que conheçam a Casa Museu Roberto Marinho e se deparem com obras primas de alguns desses artistas modernos brasileiros lá depositadas, com destaques para Guignard, Portinari, Tarsila do Amaral e José Panceti.

Serviço: http://www.casarobertomarinho.org.br/
EM EXPOSIÇÃO - Modernos 10: Os destaques do modernismo brasileiro na coleção Roberto Marinho.
28 ABR A 30 SET - Terça-feira a domingo - 12h às 18h








5 de janeiro de 2018

Mostra SEM CENSURA na Revista Palíndromo - UDESC

A Revista Palíndromo é uma "publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina. Existe desde 2004, inicialmente na forma impressa e depois apenas em modo eletrônico a partir de 2009. Trata-se de uma revista digital sem fins lucrativos e concebida para ser um veículo de divulgação de pesquisas e produção de conhecimento, devidamente inscrita na plataforma do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Atualmente conta com qualis B1 em  Artes/Música. Palíndromo é uma palavra de origem grega que indica o que pode ser lido numa direção e também no sentido inverso, ou seja, de trás para frente. Avessa à ordem e às normas pré-estabelecidas, a pesquisa em/ sobre artes visuais remete não apenas a normas negadas, como demanda constante revisão de dados, processos e reorganização de ideias, acolhendo o que pode ser pensado como transito e travessia que desconhece uma só direção. [...] Tem por missão promover a difusão da reflexão acerca das artes visuais, contemplando pesquisas em História, Teoria e Crítica da Arte, bem como Poéticas artísticas, por meio da publicação de artigos de excelência, inéditos, produzidos por pesquisadores nacionais e internacionais, contribuindo, desse modo,  para o aprofundamento destes campos do saber" [1]. 
O volume 9, número 19, traz o seguinte editorial, escrito pela professora Dra. Sandra Ramalho de Oliveira [2]:
"O advento da organização deste número da Palíndromo, às vésperas de se completar a segunda dezena de periódicos de uma revista jovem, já conceituada pela CAPES como B1,embora tão nova quando a vida do PPG ao qual está vinculada, o PPGAV da UDESC, foi surpreendido por uma grande discussão em torno da arte, excessivamente eloquente, quando tantas vezes a arte precisou desta participação enfática e não a obteve. Lamentavelmente. Parece mesmo que o atual estado de coisas, entendido por muitos como radical, foi necessário, altamente necessário, para que a sociedade se lembrasse de que existe arte e artistas, e de quais sejam suas funções, entre outras, a de atuar como prenúncio de fatos e situações da sociedade, isto entendido de vários modos. Mas o presente embate, cuja virulência extrapola o ambiente e mesmo o campo artístico, vem se travando dentro da bipolaridade geralmente leiga, no âmbito das redes sociais e da tevê aberta, espaços inadequados, tanto quanto o da crítica gratuita que esquece que vai à exposição e leva seus filhos quem quer, pois são espaços privados. Em suma, no cerne das discussões está a questão da censura e segmentos diversos da sociedade vêm considerando as oposições de pensamento como oposições políticas e morais. E o dualismo se exacerba. Arte transita entre todas as angústias humanas, que em nada são duais. A arte, com sua função de quebrar paradigmas, acidentes de significação, tem se defrontado com a censura, ao longo dos séculos, sendo ela objeto de estudo de diversos campos, com destaque para o Direito e a Filosofia, pois ambos se ocupam da Ética, que desde tempos imemoriais envolve a Arte. Nas Artes Visuais, a censura voltou-se contra obras hoje plenamente aceitas, como “O Juízo Final”, de Michelangelo (1565), então considerada imoral, digna de um bordel; ”Olympia”, de Manet (1865) que incomodou pelas características realistas do nudismo que apresentava, considerado vulgar; “A Origem do Mundo”, do também realista Courbet (1866), que mostra uma vulva em primeiro plano e escandalizou o mundo. Na Literatura, a censura muito tem andado à espreita, bastando mencionar dois fatos históricos, a publicação do Index Librorum Prohibitorum lista de livros proibidos pela Igreja Católica, vigente de 1559 a 1966; e a grande queima de livros da lista negra de Hitler (1933), que pretendia fazer uma “limpeza” na Literatura. PALÍNDROMO 7 Palíndromo, v.9, n.19, p.06-08, setembro-dezembro 2017 Tão antiga quanto condenada, a existência de censura, expressa de modos diversos, levou Flaubert a afirmar (1852) que “a censura, seja qual for, parece-me uma monstruosidade, algo pior que o homicídio: o atentado contra o pensamento é um crime de lesa-alma”. E, ainda antes dele, o poeta Petrarca (1304-1374) expressava em um verso: “... tal, censurando os outros, censura a si mesmo”. Há uma nova onda de puritanismo resultando em censura e assolando as Artes Visuais no Brasil, enquanto que em Paris o Musée D’Orsay mobiliza o público com a seguinte chamada: “traga seu filho para ver o nu”. E lá estão “Olympia” e “A origem do mundo”. Até que ponto existem coincidências? Em 15 de outubro, a Folha de São Paulo, publicou o artigo do Professor Jorge Coli: “Por moralismo torpe, pessoas decidem eliminar a reflexão e neutralizar a arte”. Embora dispense apresentações, não é demasiado lembrar que se trata de um decano do estudo da arte no país e fora dele, referência obrigatória para todos da área, figura respeitada pelas posições assumidas durante mais de três décadas acerca da compreensão e da defesa da arte (por quê temos sempre que defende-la?). Na mesma data, a ele solicitamos autorização para reapresentar seu texto, como modo de introduzir o debate. Após essa sessão especial, a sessão temática apresenta inicialmente um artigo denominado “Episódio Queermuseu: reflexos do despreparo social em torno da arte”, com objeto e posicionamento das autoras Alessandra Paula Rech e Danielle Schutz explícitos no título. “As censuras contra Guevara vivo ou morto de Cláudio Tozzi”, trabalho de Alexandre Pedro de Medeiros, afasta-se das polêmicas nacionais e aborda o tema da censura sob outro aspecto. Ainda na sessão temática, Alessandra Azevedo Jantorno assina o artigo “A arte e os discursos intolerantes que a cercam”, retomando episódios recentes de censura a fatos, bem como suas distorções nas redes sociais, refletindo sobre o papel do professor de arte em um tempo onde a censura se camufla, pois censurar, às vezes, torna-se impossível. Na sessão aberta, Sandra Mônica Figueiredo Oliveira apresenta um texto com reflexões sobre o ensino de arte no ambiente universitário, o qual intitulou de “O ensino superior artístico atual: perspectivas e dilemas”. Na sessão entrevista, a Palíndromo recebeu duas contribuições: Eduarda Kuhnert entrevista Ícaro Lira, e denominou o diálogo de “Políticas dos desvios na montagem visual de Ícaro Lira”, que nos traz a aproximação com a poética desse artista contemporâneo. Na mesma sessão, Ana Sabiá traz Afonso Medeiros, que se auto-intitula Arteamador, Artehistoriador, Arteeducador, especialmente para conversar sobre posicionamentos que o tornaram fenômeno midiático nas redes sociais, acerca do tema focado neste número da Palíndromo. Na última sessão, intitulada ”Proposições, registros e relatos artísticos”, dois trabalhos interagem com os textos exclusivamente verbais. O primeiro, intitulado PALÍNDROMO 8 Palíndromo, v.9, n.19, p.06-08, setembro-dezembro 2017 “Sem Censura”, é homônimo ao de uma mostra realizada em Florianópolis, cujas características e demais dados são apresentados por Anna Karoline de Moraes Silva, a título de introduzir uma curadoria de imagens selecionadas especialmente para dialogar com esta edição. Por último, Leonardo Motta Tavares apresenta um ensaio visual ao qual deu o título de “Do papel das relações entre palavra e imagem nas questões de gênero”. Em meio às acusações de falso moralismo, hipocrisia e obscurantismo de um lado, e de permissividade e estímulo a relações sexuais criminosas de outro, como o professor de arte se conduz ao abordar tais assuntos com seus alunos? E os mediadores de espaços culturais, estão preparados para “defender” a arte? E os teóricos, críticos, curadores, historiadores, como podem contribuir para a discussão educacional, considerando-se a escola não apenas um espaço de formação, mas igualmente, de exercício da cidadania, o que só existe com liberdade? Se é difícil a posição dos professores de arte, mais ainda o é a dos pais, dos avós, dos formadores em geral das próximas gerações, diante da “pornografia” sem censura que adentra aos nossos lares pela tevê ou pelas redes sociais, dando conta de todas as transgressões éticas e morais não apenas de nossos governantes, mas dos mais diversos segmentos de nossa sociedade. O que a arte propõe não são fatos consumados. A arte quer apenas discutir pontos de vista, alargar horizontes, desmitificar “moralismos torpes”. O que a sociedade apresenta nas telas de todas as dimensões, são situações irrevogáveis, do tráfico de drogas à corrupção de políticos, das agressividades banais cotidianas aos assassinatos por motivos fúteis. Como a arte pode mudar as condições de vida, não para melhor, numa visão idealista, mas em uma perspectiva ao menos tolerável?"

Neste número, a Revista Palíndromo traz um artigo sobre a "Mostra SEM CENSURA", realizada pelo coletivo artístico NaCasa, em Florianópolis, no final de 2017, após os eventos de censura contra as Artes Visuais, ocorridos em exposições nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, com repercussão nacional e internacional. No artigo são apresentadas imagens de duas obras de minha autoria, selecionadas dentre as 580 obras recebidas de 210 artistas inscritos. Abaixo, segue o link do artigo de Anna Karoline de Moraes Silva, intitulado "Mostra Sem Censura".



[1] Disponível em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/palindromo/about. Acsso em: 05 jan. 2017.
[2] SILVA, A. K. de M. Mostra Sem Censura. Palíndromo, Florianópolis, v. 9, n. 19, p. 105-120, 2017.

25 de outubro de 2017

Participação na "Mostra SEM CENSURA 2017" - NaCasa Coletivo Artístico


A exposição coletiva, que tem como tema "Mostra Sem Censura", intenta reunir imagens de obras que desestabilizem as noções estéticas pregadas pelas organizações conservadoras do país e que destaquem, dialoguem e promovam reflexões relacionados ao universo LGBTQI+, à sexualidade, entre outros, em resposta às censuras que vem acontecendo no país no âmbito artístico. A Mostra Sem Censura é um manifesto de autonomia da arte organizado pelos Espaços Artísticos Independentes de Florianópolis, que funciona como uma resposta às censuras de espaços expositivos e como uma defesa ao direito de liberdade da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. O objetivo é mostrar um panorama da arte dedicada às questões destacadas acima, que promovam reflexões sobre esses desafios e possibilitem um diálogo sobre o papel da arte e a censura de sua autonomia.

Participo da coletiva com duas obras em grande formato, produzidas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, a partir de uma investigação acerca das masculinidades nas práticas corporais, com foco nas imagens de lutadores e dançarinos.


Série Lutadores - ME FAÇA VER DE OLHOS FECHADOS
Acrílica sobre papel craft - 135x110cm - 2011 


Séries dançarinos - SEM TÍTULO
120X110cm - Acrílica sobre papel craft 2011



Serviço: Abertura no dia 25 de Outubro de 2017, às 19h, no "Nacasa Coletivo Artístico", R. José Francisco Dias Areias, nº359, Trindade, Florianópolis/SC.

22 de agosto de 2017

Participação na "paralela EIXO" 2017 - lançamento na Fábrica Bhering




Com lançamento em 16 de setembro, na Fábrica BHERING, no Rio de Janeiro, estarei participando da "paralela EIXO" 2017, com um grupo de doze artistas que tiveram seus portifólios selecionados, com organização da EIXO ARTE.

Especificamente para esta exposição, apresento duas pinturas em acrílica sobre tela, em grande formato, da série "blocos".























6 de julho de 2017

Exposição no Acervo do Gabinete k2o - Brasília/DF



Seguem algumas imagens de montagem feita para exposição no acervo do Gabinete de Arte k2o, galeria de arte localizada em Brasília/DF, com direção de Karla Osório.



O Gabinete de Arte k2o reúne algumas obras da investigação sobre a série de desenhos em guache - "Blocos" - de colagens e pinturas em pequenos formatos da série "Locus", além de outras obras que abordam a arquitetura, o espaço, o sujeito e o silêncio.



Todas as obras fazem parte de um conjunto exposto na individual "Não-Lugares", com curadoria de Jozias Benedicto, no Rio de Janeiro, em 2016. 


10 de maio de 2017

Fotografia e Artes Plásticas: Histórias e Interações - Parte 2 - Ateliê da Imagem/RJ

Em continuação ao post anterior, aqui apresento anotações da segunda metade do curso ministrado pelo artista e professor Marcos Bonisson, no Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro.

Aula 5 - 5 abril 2017. (anos 1960/70)
A época compreendida pelas décadas de 1960/70 trouxe consigo a crise sobre os suportes - pintura, escultura, fotografia, vídeo, performance, objeto, convocando a se pensar a Arte como linguagem e um campo de experimentação em expansão. No contexto do Movimento da Contra Cultura que se inicia nos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã; e o Movimento de Maio de 1968, em Paris; algumas descobertas se tornaram relevantes, como a pílula anticoncepcional, a chegada à Lua e o movimento feminista. Todas essas mudanças sociais e políticas geraram um impulso criativo em todas as faces da Arte: Música, Literatura, Teatro, Cinema, Artes Visuais... No Brasil, o contexto da Ditadura Militar desencadeou uma produção artística densa, com artistas como H. Oiticica, A. Barrio, L. Pape, L. Clarck, A. Dias, G. Rodrigues, F. Gullar, Ivan Serpa, entre outros artistas que originaram movimentos como a "Nova Objetividade", o "Concretismo", o "Neoconretismo", o "Cinema Novo". - Dica de filme: "Sociedade do Espetáculo", do diretor: Guy Debord - LinkSociedade do Espetáculo
Neste contexto, para A. Danto, a Arte Contemporânea é produzida sem a existência de uma "narrativa mestra". Contemporâneo como um período de "desordem informativa", mas de grande "liberdade estética" [1], o que pôde ser constatado no conjunto da obra de alguns artistas, sobretudo baseados em Nova Iorque, conforme enumeraremos a seguir.

  • Andy Warhol, artista norte-americano, produziu uma obra que questionava a sociedade de consumo e as grandes celebridades, reproduzindo-as serigraficamente. Entre suas obras, visualizamos "Brillo Box (1964), "Campbell´s Soap", algums obras da série "Disasters", imagens de serigrafias de "Marlyn Monroe", assim como seu cinema experimentais, p. ex, com o filme "Empire".
  • Link: "Sleep" (1963): Sleep (1963)
  • Ed Ruscha foi pioneiro em produzir "livros de artista" com tiragem limitada. Produziu fotografias de postos de gasolina norte-americanos, à noite, assim como casas da Sunset Boulevard, que se tornaram pinturas de grande escala, feitas com projeção.
  • Yves Klein foi um artista que utilizou vários meios, incluindo a fotografia, como em "Salto no Vazio". Sua obra clássica é a performance com música, mulheres modelos nuas e tinta, que gerou as "Antorpometrias". Criou o azul que patenteou como "IKB".
  • Link: Yves Klein - Antropometrias: Anthropométrie de l'époque bleue (1960)
  • Joseph Beuys (1921-1986) foi um artista que não reconhecia a performance como tal, denominando-a de "ação". Entre as obras observadas, vimos "Como explicar pintura a uma lebre morta" (1965) e "I like America and America likes me" (1974).
  • Link: I like America and America likes me: I like America and America likes me
  • Robert Smithson foi um dos percursores da "Land Art", com sua "Spiral Jetty" (1970), realizada em Great Salt Lake, Utah, uma espiral de pedras sobre um lago, com cerca de 500 metros de extensão por 5 metros de largura, por onde passava um caminhão para despesar as pedras.
  • Link do filme: Spiral Jetty de R. Smithson 
  • Walter de Maria é outro representante dos artistas da "Land Art" com obras icônicas, como "Duas linhas paralelas no deserto de Mojave" (1968) e "Lighting Field" (1971-1977), realizada no deserto do Novo México.
  • Link do filme:  "Land Art: Celebrating the work of Michael Heizer, Robert Smithson and Walter De Maria" - Land Art: M. Heizer, R. Smithson e W De Maria
  • Christo e J. Claude foram um casal que produziu grandes instalações em monumentos e espaços naturais, como "Pont Neuf", em Paris (1985), "Wrapped Reichstag", em Berlim (1995), "Running Fence" (1975), na California, e Surrounded Islands" (1983), em Biscayne Bay, Miami.
  • Link do filme "Christo and Jean Claude": Christo and Jean Claude - Abu Dhabi Institute
  • Bruce Nauman produziu diversas performances, como "O artista como fonte" (196-), registrada em fotografia; assim como "Mapping the studio" (2002).
  • Gordon Matta Clark apresentou um trabalho engajado social e politicamente, indo contra o sistema e denominando o que chamou de "anarquitetura". Faleceu jovem, aos 35 anos e produziu uma grande obra. Foi convidade para a Bienal de São Paulo durante a Ditadura Militar e declinou, incitando os artistas a não participarem daquela edição.
  • Link: Splitting (1974) - Splitting
  • Chris Burden produziu várias performances e comercializava "relíquias" do trabalho. Em suas performances, desafiava os limites do corpo. Visualizamos algumas obras como "SHOOT", em que é fotografando atirando em aviões que decolavam, "Transfiz", em que é crucificado em um Fusca, e "Bean-drop" e "Sanson", expostos no Inhotim, Minas Gerais.
  • Ana Mendieta, artista cubana (1948-1985), foi casada com Carl Andre e produziu fotografias em que usava o próprio corpo como suporte. 
[1] DANTO, A. C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. Trad. de Saulo Krieger, Posfácio à edição brasileira de Virgínia H. A. Aita. São Paulo: Odysseus, 2006. 292p.


Aula 6 - 12 abril 2017.
Nesta aula, abordou-se o Inhotim, museu de arte contemporânea localizado em Brumadinho, Minas Gerais. Considerado um dos dez museus de arte contemporânea mais importantes do mundo, Inhotim apresenta pavilhões para abrigar conjuntos de obras de cada artista, além de galerias. Em seus jardins projetados por Burle Max, encontramos diversos artistas que trabalham com a fotografia, como Miguel do Rio Branco, ou que utilizam a fotografia em sua obra, como Hélio Oiticica, em suas Cosmococas. Para melhor visualização do que representa esta instituição em termos de beleza, coleção de arte e tamanho, disponibilizamos abaixo um breve vídeo.

Link com vídeo panorâmico sobre Inhotim: Inhotim, Brumadinho, MG

Aula 7 - 19 de abril 2017
Esta aula reservou espaço para dois movimentos artísticos que se apropriaram da fotografia como um elemento presente na produção de suas obras: o Dadaísmo e o Surrealismo. Tanto o Dadaísmo quanto o Surrealismo foram movimentos de vanguarda do início do século XX, com origem na literatura. 

O primeiro movimento surgiu na Suíça, em Zurique, tendo o Cabaré Voltaire como local de reunião de seus integrantes, como os poetas Hugo Ball e Tristan Tzara. O Dadaísmo protestava contra a I Guerra Mundial (1914-1918). O movimento chegou até Paris e se tornou vanguarda, fazendo apropriações e por sua ação transgressora que contestava as convenções da Arte. Alguns dadaístas residentes em Nova Iorque foram Man Ray e Marcel Duchamp, com seu "Nu descendo a escada" (1912), que recebeu influências do Cubismo e do Futurismo; além da obra "O Grande Vidro" (1915-1923); "A Fonte" (1917) e L.H.O.O.Q. (1919). Man Ray produziu obras que retiravam a função original do objeto, com apropriações, para que se torne uma obra de contemplação estética, como seu ferro de passar roupa com pregos. Kurt Schwitters criou o "Merzbau", uma colagem feita no ateliê do artista entre 1924-1937. Em Berlim, o Dadaísmo se manifestou contra o regime nazista, com artistas como Hannah Höch, em Berlim, utiliza a foto montagem. John Heartfield também utiliza a foto colagem em obras como "Milhões que suportam" (1933) ou "Goring, o carrasco" (1933), nas quais satiriza o regime nazista e suas principais figuras. Raoul Hausmann produziu a "Cabeça mecânica", o espírito de nossa época (1920). Lissitzky produziu "O construtor" (1924).


O movimento perde força em 1924, com a publicação do Manifesto Surrealista, tendo como fundador, Andre Breton, que escreveu o 1º e o 2º Manifesto Surrealista, em 1924 e 1929; além de escrever os livros "Nadja" (1928) e "Vasos Comunicantes" (1932). O Surrealismo efetuou uma combinação do representativo, do irreal, da abstração e do inconsciente, libertando-se da lógica e da razão. O objetivo final era expressar o mundo do inconsciente. Entre os artistas surrealistas, destaca-se, primeiramente, Salvador Dalí, com duas obras clássicas: "A persistência da memória" (1931) e "A tentação de Santo Antônio" (1946). Outro artista relevante do movimento é Georgio De Chirico, com suas obras "Canção de Amor" (1914) e Mistério e Melancolia de uma rua" (1915). Max Ernst produziu obras polêmicas, como "A Virgem espancando o menino Jesus vigiada por três testemunhas" (1926), a saber: Andre Breton, Paul Eluard e Max Ernst. René Magrite é outro expoente do movimento, com obras emblemáticas: "Os amantes" (1928), "Tentando o impossível", "A traição das imagens" (1929), "Golconda (1953) e "A condição humana" (1935). Picabia apresentou uma paleta de cores pop - antes da Pop acontecer - em obras como "Cinco Mulheres" (1941-1943). Hans Belmer produziu bonecas anamórficas e fotografias. M. C. Escher foi outro artista do movimento surrealista, com suas escadas infinitas e efeitos visuais em suas obras. Philippe Haussman produz a fotografia "Dalí Atômico" (1948), uma foto-montagem.


No Brasil, Tarsila do Amaral foi influenciada pelo movimento do Surrealismo, dada suas viagens frequentes até a Europa e o convívio com alguns desses artistas. A pintora produziu obras icônicas, como "O Abaporu" (Malba/Buenos Aires) e "Ovo-Urutu" (MAM-RJ). Participou do Manifesto Antropofágico, onde o desenho do Abaporu foi publicado. Além dela, Maria Martins foi influenciada pelos surrealistas de Nova Iorque, produzindo a obra "O impossível III" (1948), hoje no acervo do MoMA. Jorge de Lima foi pioneiro nas foto-colagens entre 1930-40, como representante do movimento surrealista no Brasil. Publicou o livro "A pintura em pânico" (1943) e como poeta escreveu "O Grande Circo Místico". Athos Bulcão também produziu foto-colagens surrealistas. Fernando Mendes, em São Paulo, também produziu obras no contexto do movimento (1926).


Entre os fotógrafos franceses e norte-americanos que produziram obras surrealistas, destacam-se Eugène Atget (1857-1927), Henri Cartier Bresson (1908-2004), Brassai (1889-1984), com seu livro "Paris de nuit" (1933); Duane Michals (1932-), Ralph Gibson (1939-) e Jerry Uelsman (1934-).


Ao fim de nosso penúltimo encontro, assistimos a filmes - curtas - surrealistas de Hans Richter "Rhytmus 21" - Link: Rhytmus 21, de Maya Deren "At Land" (1944) - Link: AT LAND .

Aula 8 - 26 de abril 2017 
"DA ADVERSIDADE VIVEMOS". A partir desta frase, escrita por Hélio Oiticica no final do texto "Esquema Geral da Nova Objetividade" [1], escrito em 1967, que fizemos a discussão da última aula. Se no contexto da década de 1960, durante a ditadura militar, artistas visuais produziram uma tendência com ideias de vanguarda, movidos pelo inconformismo com o cenário social, político e ético, utilizando a obra de arte para "comunicar" de forma propositiva à grande massa; como nós, hoje, diante da adversidade, produzimos arte contemporânea? Guardadas as devidas diferenças e tempos históricos, o artista, enquanto ser criativo, sempre produzirá a partir da adversidade, uma marca da vida em sociedade. Cabe refletirmos como cada um lida com as adversidades em prol de sua produção artística.


Notas sobre o "Esquema Geral da Nova Objetividade", H. Oiticica, 1967.

O texto de Oiticica indica algumas características do que denominou a "Nova Objetividade", um movimento de vanguarda, convidado a produzir e comunicar de acordo com os seis pontos abaixo, a partir de uma arte que combatesse o conformismo com a situação política, econômica e ética da época:
  1. Uma "vontade construtiva", que defendia a valorização de características latentes da cultura brasileira, tal qual gerou o movimento antropofágico.
  2. Uma "tendência ao objeto", através da negação do cavalete, destacando a chegada do objeto em 1954, estando presente na Arte Concreta e Neoconcreta, por exemplo, nas obras de um primeiro grupo de artistas, como L. Clark, Ferreira Gullar, Hélio Oiticica, Antônio Dias, Rubens Gerchman, Pedro Escoteguy, Waldemar Cordeiro; e um segundo grupo, representado por Glauco Rodrigues, Zílio, Roberto Magalhães, Carlos Vergara, Ivan Serpa , Willys de Castro e Wesley Duke Lee.
  3. Uma "participação do espectador" em oposição à ideia de contemplação transcendental da obra, na direção de uma participação por "manipulação" ou "sensorial", como nas obras propostas por L. Clark; além da participação "semântica", com os poemas-objetos de F. Gullar.
  4. Uma "tomada de posição" sobre os problemas políticos, sociais e éticos do país e do mundo, uma questão do campo criativo na década de 1960. Era necessário superar a abordagem "esteticista" da arte por outra, "engajada". O artista é um "intelectual" que deve participar de sua época.
  5. Uma "tendência à Arte Coletiva", através de atividades criativas propostas ao público e da possibilidade de pôr as produções individuais em contato com o público, o que remete à participação do espectador de forma relacional.
  6. O problema da "anti-arte", quando a necessidade maior deixa de ser "criar" para "comunicar" em grande escala, ou seja, o artista passa a ser um proposicionista, um educador.
[1] OITICICA, H. Esquema geral da Nova Objetividade. In.: FERREIRA, G; COTRIM, C. Escritos de artistas: 60/70. Rio de Janeiro, Zahar, 2006. p. 154-168.

7 de maio de 2017

PROJETO CÁPSULAS - Desenho, Desígnio, Desejo (2013-2016), curadoria: Ivair Reinaldim

PROJETO CÁPSULAS: Desenho, Desígnio, Desejo (2013-2016) - É com alegria que divulgo o lançamento do Projeto Cápsulas, do qual participo e possui curadoria de Ivair Reinaldim. Realizado entre 2013-2016 e agora disponibilizado ao público amante das artes contemporâneas, apresentamos um release do projeto, escrito pela curador, assim como a lista dos 13 artistas participantes e seus currículos resumidos. As Cápsulas estão sendo comercializadas pela Galeria Jaime Vilasseca e têm tiragem de 15 exemplares apenas, sendo 13 disponibilizadas à venda.
 Abç. Fabiano Devide.

Tendo a noção de reprodutibilidade técnica como matriz conceitual, este projeto parte de algumas premissas. Cada edição compreende a seleção de artistas e a definição de uma temática específica. A partir do apport curatorial, artistas concebem obras múltiplas, com tiragem limitada, idealizadas e produzidas especialmente para a proposta. Desse modo, toda Cápsula torna-se um local – opção tática frente aos espaços expositivos convencionais das galerias e instituições museológicas –, mas também um lugar – índice material e subjetivo de relações colaborativas desenvolvidas durante seu planejamento. Literalmente, configura-se como cápsula do (espaço-)tempo: invólucro concebido para
armazenar objetos, imagens, informações e experiências, com o objetivo de preservá-los enquanto testemunho histórico de um momento e/ou época. Como recipiente móvel e manipulável, capaz de conter e transportar objetos de arte, aproxima-se intimamente da Boîte-en-Valise (1936-41) de Marcel
Duchamp, espécie de museu portátil, idealizado a partir dos antigos gabinetes de curiosidades e das caixas surrealistas. Contudo, uma vez que a Boîte de Duchamp caracteriza-se como projeto pessoal retrospectivo, incorporando reproduções em menor escala e em diferentes suportes das obras anteriormente produzidas por um único artista, as Fluxus Yearboxes ou Fluxkits – concebidas a partir de 1962 por Georges Maciunas como compilações anuais de obras Fluxus – guardariam maior proximidade com o projeto Cápsulas, justamente por constituírem-se pela reunião de objetos heterogêneos, em forma e conteúdo, serializados mediante o uso de materiais e processos diversos, produzidos por um número variável de artistas. Em última instância, trata-se de um programa livremente inspirado no projeto S.M.S., acrônimo de Shit Must Stop (1968-1969), do pintor e poeta norteamericano William N. Copley. O intuito de Copley naquele momento era estabelecer uma estratégia colaboracionista que escapasse dos mecanismos convencionais do sistema de arte, inspirando-se em ações e proposições da Mail Art. Com o artista Dmitri Petrov fundou em 1967 a Letter Edged in Black Press, vindo a publicar 6 diferentes portfólios do projeto S.M.S., o que contabilizaria 73 múltiplos de importantes artistas. Atualmente, SMS ganha novas significações ao
tornar-se igualmente a sigla corrente para Short Message System, desdobrandos e em reflexão metafórica tanto sobre o estatuto da comunicação na era da reprodutibilidade técnica quanto a respeito dos mecanismos de circulação de informação e imagens no mundo contemporâneo.

Desenho, Desígnio, Desejo
Projeto Cápsulas
Durante aproximadamente dezoito meses, os 13 artistas que participam da 1a edição do Projeto Cápsulas desenvolveram suas proposições, a partir da provocação inicial que intitula a proposta: Desenho, Desígnio, Desejo. Na época, todos integravam um grupo de estudos e acompanhamento de projetos, o que veio a constituir-se como o critério que convencionalmente os reuniu. A partir de encontros semanais, leitura e debate de textos, orientações conceituais, cada artista apresentou e desenvolveu um trabalho que tivesse afinidade com a proposta, mas também com sua investigação pessoal, e que em premissa pudesse ser serializado. Os três termos que batizam essa Cápsula são compreendidos aqui como intimamente relacionados, uma vez que a noção mais profunda de Desenho guarda em si vínculo explícito com a de Desígnio e implícito com a de Desejo. Essas três instâncias, juntas, ao mesmo tempo que constituíram uma concreta possibilidade de experimentação de novos materiais e processos, frente ao pedido/desafio de criação de um objeto específico e multiplicável, estimularam a reflexão a respeito dos processos poéticos individuais dos artistas participantes. Estes têm em comum a ousadia de participar de um projeto, cujas linhas conceituais só foram delimitadas com precisão durante sua própria realização. Desenho é projeto; Desígnio é intencionalidade; Desejo é motor.
Ivair Reinaldim Rio de Janeiro, 2013/2016.

Projeto Cápsulas
Desenho, Desígnio, Desejo
Cápsula - 1a edição
Desenho, Desígnio, Desejo
25x35x8cm
15 exemplares
Concepção, Produção, Texto e Diagramação: Ivair Reinaldim
Fotografias: Luane Aires
Agradecimentos: Jaime Portas Vilaseca

ARTISTAS PARTICIPANTES

Ao Leo (Rio de Janeiro-RJ, 1983)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Mestrando em Linguagens Visuais pelo PPGAV-UFRJ. Licenciado em Artes pela Uerj. Programa Aprofundamento da EAV/Parque Lage. Individuais: Regresso (CCJF, Rio de Janeiro, 2016), Lugar Sem Nome (Galeria Imago, São Paulo, 2015), Meus Olhos em Suas Mãos São Espelhos (Memorial da Paz, Vitória, 2013), Sou o Espaço Onde Estou (Casa das Onze Janelas, Belém, 2013), A Ordem Complexa (Galeria Progetti, Rio de Janeiro, 2012). Coletivas: From the Margin to the Edge (Somerset House, Londres, 2012), Abre-Alas 8 (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2012), Novíssimos 2011 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2011), Bienal Siarte (La Paz, 2011), Entre]vistas[ (EAV, Rio de Janeiro, 2010). Prêmios/residências: Prêmio Energisa (2011), II Prêmio Belvedere (2011), Interações Florestais (2011).

Bianca Bernardo (Rio de Janeiro-RJ, 1982)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Gestora do espaço Saracura, Rio de Janeiro. Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos e Bacharel em Artes Visuais pelo Iartes-Uerj. Individuais: Terra Fabricada (Galeria do Ibeu, 2012), Giro (Residencia El Levante, Rosario/Argentina, 2008), A Fábrica do Sensível (Galeria do Iartes/Uerj, 2008). Coletivas: 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco – prêmio (MAMAM, Recife, 2012), Novíssimos 2011 – prêmio (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2011), Bienal Siarte (La Paz, 2011), 12º Salão Nacional de Artes de Itajaí (Itajaí, 2010), Abre-Alas 5 (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2009), Chave Mestra – prêmio (Rio de Janeiro, 2007). Residências: LARGO (Lisboa/Portugal, 2012).

Carolina Martinez (Rio de Janeiro-RJ, 1985)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Rio. Frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Individuais: Aquilo que Não Conseguia Ver (Portas Vilaseca Galeria, 2016), Work in Progress: No Lugar do Ar (Galeria Emma Thomas, São Paulo, 2013), Às Avessas (Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro, 2013). Coletivas: O Muro: Rever o Rumo (Central Galeria, São Paulo, 2015), Seeing Thru Abstraction (Residency Unlimited, New York, 2015), A Questão do Espaço na Arte (EAV-Parque Lage, Rio de Janeiro, 2014), Novíssimos 2013 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2013), Somatório Singular (Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, 2012), Programa de Exposições (Museu de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2012), 35° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, 2010). Maiores informações:
http://www.carolinamartinez.com.br /http://www.portasvilaseca.com.br/artista/84/Carolina%20
Martinez

Douglas Cortes (Rio de Janeiro-RJ, 1986)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Especialista em Ensino da Arte pela Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro. Licenciado em Artes Plásticas pelo Iartes-Uerj. Frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Atua também como arte-educador. Coletivas: The Global Boom: Global Creative Action (Vitória, 2011), 7ª Bienal da UNE (Galeria do Lago, Museu da República, Rio de Janeiro, 2011), Novíssimos 2010 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2010), Formação 09 (Galeria Gustavo Schnoor/Uerj, Rio de Janeiro, 2010).

Elisa Castro (Rio de Janeiro-RJ, 1982)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Licenciada em Artes pelo Iartes-Uerj. Frequentou cursos na Escola de Artes Visuais/ Parque Lage. Individuais: Eu Quero Você (Galeria do Lago, Rio de Janeiro, 2012), O Sol e a Dúvida (Galeria Progetti, Rio de Janeiro, 2011). Coletivas: Novas Aquisições – Col. Gilberto Chateaubriand (MAM, Rio de Janeiro, 2012), 43º Salão de Arte de Piracicaba (Piracicaba, 2011), 29º Arte Pará (Belém, 2010), Novíssimos 2010 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2010), Bienal Siarte (La Paz, 2009), 7ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2009), Ateliê Vila S. Longuinhos (Museu Murillo La Greca, Recife, 2009), Abre-Alas 5 (A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2009). Maiores informações: http://elisacastroblog.blogspot.com.br

Eloá Carvalho (Niterói-RJ, 1980)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Bacharel em Pintura pela EBA-UFRJ. Frequentou cursos na Fundação Eva Klabin e na EAV/Parque Lage. Individuais: Todo Ideal Nasce Vago (MAM-RJ, Rio de Janeiro, 2016), Diante de Outro Branco (C Galeria, Rio de Janeiro, 2015), Projetos da Minha Espera (Galeria Zipper, São Paulo, 2015), Como Se os Olhos Não Servissem Para Ver (Galeria do Lago, Rio de Janeiro, 2015), Mise-en-Scène (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2013). Coletivas: Quero Que Você Me Aqueça Nesse Inverno (Centro Cultural Elefante, Brasília, 2016), Ver e Ser Visto (MAM-RJ, Rio de Janeiro, 2015), Figura Humana (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 2014), Novas Aquisições – Col. Gilberto Chateaubriand (MAM-RJ, Rio de Janeiro, 2014), Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014), XI Bienal do Recôncavo Baiano (São Félix, 2012), 43º Salão de Arte de Piracicaba (Piracicaba, 2011), 39o Salão de Arte Luiz Sacilotto (Santo André, 2011), Como o Tempo Passa Quando a Gente Se Diverte (Galeria Casa Triângulo, São Paulo, 2011), Novíssimos 2010 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2010). Maiores informações: http://eloacarvalho.blogspot.com.br / http://www.cgaleria.com/artista/eloa-carvalho/

Fabiano Devide (Florianópolis-SC, 1974)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Doutor em Educação Física e Cultura e professor da UFF. Frequenta cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Ateliê da Imagem. Individuais: Não Lugares (Galeria do Canto da Carambola, Rio de Janeiro, 2016), Híbridos (Galeria Café, Rio de Janeiro, 2011). Coletivas: Aura Ocupa 1# (Galeria Sala Branca, Porto Alegre, 2015), Mais Pintura (Escola de Artes Visuais/Parque Lage, Rio de Janeiro, 2014), Mais Pintura (Espaço Cultural Contemporâneo ECCO, Brasília, 2014), Como Refazer o Mundo (Galeria Luiz Fernando Landeiro, Salvador, 2014), 12° Salão de Arte de Jataí (MAC, Jataí, 2013), Novíssimos 2012 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2012), 18° Salão Unama de Pequenos Formatos (Galeria de Arte Graça Landeira, Belém, 2012), Experiência Pintura (EAV, Rio de Janeiro, 2012), Coletiva Caza Arte Contemporânea (Café Baroni, Rio de Janeiro, 2012), Afinidades: A Escolha do Artista (Caza Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2012). Maiores informações: http://fabianodevide.blogspot.com https://www.aura.art.br/artistas/fabiano-pries-devide / http://www.gabinetedeartek2o.com/pt/fabiano-devide/

Luane Aires (Rio de Janeiro-RJ, 1984)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Pós-Graduação lato sensu Arte e Cultura pela UCAM e Bacharel em Artes Plásticas pelo Iartes-Uerj. Frequentou cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Coletivas: Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014), As Imagens Estão nos Olhos, as Vozes Esperam (Galeria Lunara, Porto Alegre, 2013), I Salão de Outono da América Latina (Galeria L’oeil Aliança Francesa, São Paulo, 2013), Novíssimos 2012 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2012), Vênus Terra – convocatória (Galpão TAC, Rio de Janeiro, 2012), Cor de Rosa Choque (CEDIM, Rio de Janeiro, 2011), Zona Oculta (Sesc, Nova Iguaçu, e CCJF, Rio de Janeiro, 2011).

Maria Mattos (Rio de Janeiro-RJ, 1968)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Frequentou cursos em Nova York e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Individual: E Se a Gente Subir na Laje? (Sala José Candido de Carvalho, Niterói, 2009). Coletivas: Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2015), Toybox at TROVE (Birmingham/Inglaterra, 2012), 48º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco – prêmio (Recife, 2012), Mostra Comemorativa 20 Anos do MARP (Ribeirão Preto, 2009), Abre-Alas 8 (Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2012), 36° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto – prêmio (Ribeirão Preto, 2011), 62º Salão de Abril (Fortaleza, 2011), 29º Arte Pará – prêmio (Belém, 2010), Novíssimos 2010 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2010). Maiores informações: http://mariamattosblog.blogspot.com.br

Patrizia D’Angello (São Paulo, 1975)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Bacharel em Artes Cênicas pela Unirio. Frequentou cursos na EAV/Parque Lage. Individuais: Kitinete (Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro, 2016), Assim é Se Lhe Parece/Casa, Comida e Roupa Lavada (CCJF, Rio de Janeiro, 2016), No Embalo das Minhas Paixões (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2012), Banquete Babilônia (Galeria Amarelonegro, Rio de Janeiro, 2011). Coletivas: Attentif Ensemble, Jour et Nuit Culture (Paris, 2015), Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014), Conversa de Artista (Galeria Amarelonegro, Rio de Janeiro, 2011), Zona Oculta (CCJF, Rio de Janeiro, 2011), Só para Loucos Só para Raros (Galeria Jaqueline
martins, São Paulo, 2011), XIII Salão Municipal de Artes Plásticas de João Pessoa (Casarão 34, João Pessoa, 2010), Novíssimos 2010 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2010). Maiores informações: www.patriziadangello.com

Raul Leal (Miracema-RJ, 1975)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Frequentou cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Individuais: Nada Acabará, Nada Ainda Começou (Galeria do Lago e Centro da Música Carioca, Rio de Janeiro, 2015/2016), Ilhas (CCJF, Rio de Janeiro, 2015), Imagens de um Mundo em Suspensão (Arquivo Contemporâneo, Rio de Janeiro, 2013), Um Lugar Provisoriamente Habitado (Galeria Amarelonegro, Rio de Janeiro, 2011), Contraimagem (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2009). Coletivas: Quero que Você Me Aqueça Nesse Inverno (Centro Cultural Elefante, Brasília, 2016), Experiência n. 5 e 6 (A Mesa, Rio de Janeiro, 2015), Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2015), 63º Salão de Abril (Fortaleza, 2012), 40o Salão de Arte Luiz Sacilotto (Santo André, 2012), 10o Salão de Artes Visuais – menção honrosa (Guarulhos, 2010), 35° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, 2010), Novas Aquisições – Col. Gilberto Chateaubriand (MAM, Rio de Janeiro, 2010), Novíssimos – prêmio (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2008). Maiores informações: https://www.aura.art.br/artistas/65971c-91-e9c1-47d2-934d-0c58f5bcb44c

Rebeca Rasel (Rio de Janeiro-RJ, 1980)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos e Bacharel em Artes pelo Iartes-Uerj. Participou do Programa Aprofundamento e frequentou cursos na EAV/Parque Lage. Individuais: Lugar (Galeria do Iartes/Uerj, 2008). Coletivas: Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014), As Imagens Estão nos Olhos, as Vozes Esperam (Galeria Lunara, Porto Alegre, 2013), Como o Tempo Passa Quando a Gente se Diverte (Galeria Casa Triângulo, São Paulo, 2011), 17° Salão Unama de Pequenos Formatos (Galeria de Arte Graça Landeira, Belém, 2011), 39o
Salão de Arte Luiz Sacilotto (Santo André, 2011), Entre] vistas[ (EAV, Rio de Janeiro, 2010), 12º Salão de Itajaí (Itajaí, 2010).

Viviane Teixeira (Rio de Janeiro-RJ, 1976)
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Bacharel em Pintura pela EBA-UFRJ. Frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais/Parque Lage. Individuais: The Queen Seated Inside Her Castle – A Sala
do Trono (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2016), The Queen Seated Inside Her Castle – A Rainha Suplente, Capítulo II (Centro Cultural São Paulo, São Paulo, 2015). Coletivas: Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014),18° Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil (São Paulo, 2013/2014), 4° Salão dos Artistas Sem Galeria (Zipper Galeria, Casa da Xiclet, São Paulo, 2013), 36° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, 2011), 17° Salão Unama de Pequenos Formatos (Galeria de Arte Graça Landeira, Belém, 2011), Abre-Alas 5 (Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2009), Universidarte XIV (Museu da República, Rio de Janeiro, 2007), Novíssimos 2007 (Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, 2007). Maiores informações: http://vivianeteixeirablog.blogspot.com.br / https://www.aura.art.br/artistas/viviane-teixeira

Ivair Reinaldim
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Doutor em Artes Visuais, com ênfase em História e Crítica da Arte pela EBA-UFRJ, tendo realizado Estágio PDEE junto à École Doctorale Arts plastiques, esthétiques & sciences de l'art na Université Paris 1 - Panthéon Sorbonne. Sua tese “Arte e crítica de arte na década de 1980: vínculos possíveis entre o debate teórico internacional e os discursos críticos no Brasil” recebeu o Prêmio Gilberto Velho de Teses da UFRJ, em 2013. É professor da Escola de Belas Artes e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRJ. É editor da revista Arte&Ensaios. Foi membro da Comissão Curatorial da Galeria de Arte Ibeu (2009-2013) e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2009-2014). Entre suas curadorias, destacam-se: Paquetá Experimenta Arte Contemporânea (ilha de Paquetá, com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, 2016), Diante dos Olhos, os Gestos - Regina de Paula (Paço Imperial, 2016), exposição e seminário 80+30 – Década de 80 no Nordeste, com Daniela Name e Marcelo Campos (Galeria do Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, 2015), Paisagens Possíveis (Centro Cultural da UFF, Niterói, 2015), Como Se Não Houvesse Espera (CCJF, Rio de Janeiro, 2014), Experiência/Referência (Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2012), Bill Lundberg (Oi Futuro, Rio de Janeiro, 2012), ]entre[(Galeria de Arte Ibeu, Rio de Janeiro, 2010), além de acompanhamento e curadoria de exposições individuais de diversos artistas (Bruno Miguel, Gisele Camargo, Leila Danziger, Bianca Bernardo, Daniela Seixas, Patrícia D’Angello, Jimson Vilela, Mayana Redin, Leo Ayres, Eloá Carvalho, Claudia Tavares, Cristina Pape, Sonia Távora, Carolina Martinez, Viviane Teixeira, Claudia Hersz, entre outros). Projeto Cápsulas é uma idealização de Ivair Reinaldim.

Os múltiplos pertencem à Cápsula e não podem ser dela separados. Todos os direitos reservados.
Vendas e maiores informações: Av. Ataulfo de Paiva 1079 loja 109 subsolo - funcionamento | segunda a sexta, de 11h às 19h | sábado, de 11:00 às 14:00 - contato | tel 2274-5965 | contato@portasvilaseca.com.br