27 de agosto de 2011

P r o c e s s o

Em outubro de 2010, postei algumas notas sobre o processo criativo do artista, referentes a um curso realizado na EAV/Parque Lage [2009], com o professor Charles Watson. Retomando aquelas notas hoje, decidi postar algumas imagens do processo do trabalho atual. Uma das características desse processo contínuo é o desconforto e a infelicidade na maior parte do tempo. O prêmio é o prazer de descobrir algo novo no processo - uma faísca - que nos dirige a um entendimento mais ampliado e reflexivo do mesmo.






19 de agosto de 2011

Retomando a pintura

Após a desmontagem da exposição HÍBRIDOS, é tempo de retomar o processo nos trabalhos em pintura sobre craft da investigação atual. Observo que os últimos trabalhos vinham levantando novas interrogações e indicando aberturas.
Inicialmente, as relações entre o corpo, as práticas corporais e a masculinidade, aos poucos, tem se modificado em alguns aspectos: as últimas imagens que seleciono são provenientes de fotografias fora do contexto das práticas corporais e voltadas à esfera privada; ao contrário das até então utilizadas, passam de uma imagem em movimento/ação para uma imagem estática/passiva; e convidam o espectador a pensar num momento de reflexão, introversão, silêncio, limites.
Após alguns trabalhos em craft, posto, então, um dos últimos trabalhos, feito em acrílica sobre tela.

S/ Título
Acrílica sobre tela
139 x 139cm
2011


13 de agosto de 2011

O corpo no Musée Rodin, Centre G. Pompidou, L'Orangerie, Musée D'art Moderne de la Ville de Paris

O abraço
Pablo Picasso (1881-1973)
1903

Adolescentes
Pablo Picasso (1881-1973)
1906

A dança
Henri Matisse
Óleo sobre tela [355 x 391cm]
1931-1933

Nude in the bath
Pierre Bonard
Óleo sobre tela [93x147cm]
1936
Henri Matisse
"The back I-IV'
1909-1931

Man Ray


Martin Kippenberger
Sem título
1992

Marlene Dumas

O pensador
Auguste Rodin
Bronze
1880

"The three shades"
Auguste Rodin
Bronze
1881-1886

12 de agosto de 2011

Trabalhos no FaceArte - Galeria Virtual


O FaceArte é uma galeria virtual no Facebook, criada em 2009 para divulgar e vender o trabalho de artistas plásticos contemporâneos. Uma galeria onde é possível conhecer o trabalho, discutir sobre temas de interesse coletivo, comentar ou criticar as obras, comprar peças que você não vai encontrar nas galerias tradicionais.
Como comprar: Você escolhe a obra que mais gostou, envia um email com todos os seus dados (nome, endereço e telefone de contato) para facearte@globo.com. Você receberá um e-mail confirmando a disponibilidade e os dados para pagamento, onde vai constar o preço da obra e o custo do frete. Você faz o depósito e nós enviamos a obra pelo Sedex, onde você desejar.
Trabalhos no FaceArte: http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.10150161091781024.299393.168650511023

10 de agosto de 2011

O corpo na pintura e escultura do Museu do Louvre [Paris, 2011].


Hippolyte Flandrin
1809-1864
Jovem rapaz à beira mar
98 x 124cm

Gabrielle d'Estrées e uma de suas irmãs
Escola de Fontainnebleau, 1595 [?]
96 x 125cm
 
Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
O banho turco
110 x 110cm


Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
A grande odalisca
91 x 162cm

"Marcelo"
Roma, 23 a.C.
Assinada Cleomenes o Ateniense
Mármore, 1,80m
Coleção Luís XIV

Afrodite [Vênus de Milo]
Melos, Cerca de 130-100 a.C.
Mármore, 2,02m

Pierre Paul Prud'hon
Zéfiro se balançando ao Deus da Água
Cluny, 1758

Michelangelo Buonarroti
1475-1564
Escravo
Roma, 1513-1515
Mármore, 2,09m

[?]

Torso masculino
Encontrado em Mileto 480-479 a.C.
Mármore, 1,32m

Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
A banhista Valpinçon
146 x 97 cm



24 de julho de 2011

Notas sobre o texto "O ato criador", de Marcel Duchamp

DUCHAMP, M. O ato criador. In: BATTCOCK, G. (Org.). A nova arte. São Paulo: Perspectiva, 1986. p. 71-74.

O breve, mas relevante texto de 1957, do inventor do “ready made”, o francês Marcel Duchamp, focaliza o complexo processo de criação do artista, assim como os aspectos envolvidos nele, com destaque para a importância do público. Para o autor, há dois pólos na criação artística: o artista e seu público. Para Duchamp, o artista baseia-se na intuição quando concebe sua obra, distanciando-se da objetividade e do que chama “auto-análise, falada ou escrita” sobre a mesma (p. 72). O artista depende de seu público para adquirir “valor social” e ser incluído na História da Arte, que tende a atribuir valor à obra do artista de forma distinta daquela que o artista tende a fazê-lo. É a partir dessa aparente divergência que Duchamp levanta a questão: “Como poderá ser descrito o fenômeno que conduz o público a reagir criticamente à obra de arte?” (p. 72). No ato criador, o artista passa da intenção à realização e concretização das idéias, a partir de processos subjetivos e complexos, de avanços e recuos. O resultado desse processo – a obra – confere nitidez à distância entre a intenção inicial do artista e a sua realização. Esse mecanismo subjetivo que produz o que o autor denomina “arte em estado bruto”, seja ruim, boa ou indiferente, é denominado por Duchamp de “coeficiente artístico”. Para o autor, o artista “falha” por sua inabilidade em expressar a sua intenção integralmente, fazendo com o que realiza se distancie daquilo que intencionou inicialmente. Para Duchamp, o coeficiente artístico pode ser explicado por “uma relação aritmética entre o que permanece inexpresso embora intencionado, e o que é expresso não-intencionalmente” (p. 73). Tal conceito traz à tona a relevância do público no ato criador, pois este “não é executado pelo artista sozinho; o público estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualidades intrínsecas e, desta forma, acrescenta sua contribuição” (p. 74).

23 de julho de 2011

Notas sobre o texto "Arte sem paradigma", de Arthur Danto

 
DANTO, A. Arte sem paradigma [1994]. Arte & Ensaios. Rio de Janeiro. Ano VII, n. 7, p. 198-202, 2000.

O texto clássico do filósofo e crítico de arte norte-americano Arthur Danto aborda o tema complexo do que ele denominou como o “fim da arte”. O autor apresenta exemplos de obras de artistas contemporâneos que ilustram sua tese, distanciando-a daquela apresentada pelo crítico norte-americano Clement Greenberg, na década de 1960. A tese de Danto é apresentada primeiramente em um texto publicado por ele em 1984, intitulado “A destituição filosófica da arte”, quando associa o “fim da arte” ao “fim da narrativa” na década de 1960, quando ocorrem mudanças importantes na arte moderna, sobretudo a relevância da tomada de consciência, exemplificada com a exposição de Andy Warhol, em Nova Iorque [1964], quando expôs as Brillo Boxes. Tal obra problematizou de forma explícita o que a filosofia vinha se ocupando: responder à questão “O que é arte?”. Danto apresenta dois corolários a partir da análise da obra de Warhol: i) a obra de arte não deve ter uma forma particular; e ii) a análise da obra não depende apenas de sua visualidade, mas da filosofia.


O autor oferece exemplos para que o leitor compreenda o que quer dizer. Entre esses, o trabalho de fotografia de Walker Evans e a mesma fotografia apropriada por Sherrie Levine, que a intitulou “After Walker Evans”.  Danto ressalta o fato de não ser possível compreender a obra de Levine apenas pela informação visual que nos é oferecida pela imagem, dependendo de outro tipo de informação. A partir dessas reflexões, Danto afirma que “o mundo da arte hoje não tem uma unidade estilística que se possa verificar com o olho” (p. 201). Ou seja, a informação visual da obra é insuficiente para interpretá-la. Da mesma forma, o fim da arte significa pensar que “tudo é possível, que a lei da possibilidade não existe e não há nenhuma forma da qual um artista não possa se apropriar” (p. 201).  Para o autor, o período a partir da década de 1960 é aquele no qual qualquer escolha é possível por parte do artista. Portanto, distinto daquele ocorrido em Nova Iorque entre as décadas de 1940-1950, quando só havia uma possibilidade de se fazer arte, momento no qual Greenberg apresentou sua teoria sobre o Modernismo. Para esse crítico, a pintura deveria se ocupar dos problemas do plano e do espaço, não sendo ilustrativa e não intervindo nos espaços da escultura e da arquitetura. Finalizando o texto, Danto apresenta artistas como Ad Reinhartdt, Robert Ryman, Robert Colescot e Jenny Holzer, como exemplos de rompimento com o paradigma modernista, por suas escolhas que não se enquadravam mais na teoria greenberiana. O autor conclui o texto apresentando diferenças entre a sua visão e a visão de Greenberg para o “fim da arte”. Se para Greenberg, esse é o momento no qual o artista produz obras puras e em consonância com o cânone modernista; para Danto, o “fim da arte” é o momento no qual a arte atinge a compreensão filosófica de sua identidade, fazendo com que os artistas não necessitem se adequar a um paradigma pré-estabelecido.


6 de julho de 2011

Terceira visita com o artista à exposição H Í B R I D O S

Seguindo a programação de visitação, estarei aguardando aqueles/as que não puderam comparecer à abertura ou que tenham desejo de retornar/trazer amigos/as à exposição H Í B R I D O S.

Data: Sábado, 9/julho
Horário: 11:00h às 13h
Local: Galeria Café, R. Teixeira de Melo, 31, Ipanema.

Abç, Fabiano Devide.

3 de julho de 2011

Visitações com o artista à exposição H Í B R I D O S

Posto aqui imagens de alguns amigos/as que têm comparecido para um bate-papo sobre os trabalhos expostos na exposição H Í B R I D O S durante as visitas já agendadas.
Esq>Dir.: José Nasser, Jozias Benedicto, Bet Katona, Manoel Novelo,
Rico Silva, Eduardo Grasel, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: Cláudia Laux, Elaine Britto, Ana, Bob N, Carlos Valente,
Sérgio Canelas, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: André, Carlos Medrado, Fabiano Devide, Eloá Carvalho.

22 de junho de 2011

Visitação com o artista à exposição "Híbridos"

Data: Sexta-feira - 24/6
Horário: 11:00h às 13h
Local: Galeria Café, R. Teixeira de Melo, 31, Ipanema.

Estarei aguardando aqueles/as que não puderam comparecer à abertura ou que tenham desejo de retornar/trazer amigos/as. Nos posts abaixo, clipping da exposição.

Abç, Fabiano Devide.

18 de junho de 2011

Montagem - H Í B R I D O S - Fabiano Devide

H Í B R I D O S está montada e será aberta hoje. É minha primeira individual e resultante de uma investigação iniciada em 2010, na EAV, sobre as relações entre gênero, corpo e masculinidades. A exposição conta com 9 trabalhos, que representam dois momentos dessa investigação [2010-2011], identificados pelo espectador ao observar as pinturas.

É uma satisfação apresentar essas obras ao público, pois representam parte de um processo iniciado há três anos, que toma agora uma dimensão pública pela primeira vez. Espero por tod@s para celebrar a arte, as amizades e os novos horizontes.

Agradeço aos que têm me incentivado no cenário das artes visuais. Especialmente agradeço Ivair Reinaldim e Suzana Queiroga pela orientação nesse processo; Jozias Benedicto, pela disponibilidade em produzir o belo texto sobre a exposição; Alexandra Di Calafiori, pelo convite para realizar a exposição; e Eduardo pela sua montagem.