18 de setembro de 2011

Bienal do Mercosul - Geopoéticas [Cais do Porto, POA/RS, 2011]

Entrada da Bienal do Mercosul
Cais do Porto, POA/RS, 2011
GEOPOÉTICAS


Edgardo Aragón
Tinieblas, 2009
Vídeo
Young-Hae Chang Heavy insdustries [Coletivo]
Cunnilingus in North Korea, 2005.
Vídeo

Luis Romero
Cielo, 2011
Instalação

María Elvira Escallón
Nuevas Floras del Sur, 2011.

Lais Myrrha
Onde nunca anoitece, 2009
Instalação

Paulo Climachauska
Complexo do Alemão, [passaporte, 2011.

16 de setembro de 2011

A pintura de Marcelo Amorim, em Jogos de Guerra [Caixa Cultural] - Série Iniciação

Pela relação com as práticas corporais, divulgo no Blog algumas pinturas do artista goiano Marcelo Amorim, especificamente da Série Iniciação. Conheci a pintura de Marcelo em 2010, na exposição Paralela, que ocorre durante a Bienal de São Paulo. Recentemente, tive o prazer de rever a série com maior número de trabalhos, na exposição Jogos de Guerra [Caixa Cultural/RJ], com curadoria de Daniela Name. Com uma pintura de pouco contraste, matéria ou textura, a partir de uma opacidade e transparência que "dilui" as imagens, o artista apresenta o que parecem fragmentos de memória de aulas de Educação Física e/ou práticas de ensino de esportes.
















27 de agosto de 2011

P r o c e s s o

Em outubro de 2010, postei algumas notas sobre o processo criativo do artista, referentes a um curso realizado na EAV/Parque Lage [2009], com o professor Charles Watson. Retomando aquelas notas hoje, decidi postar algumas imagens do processo do trabalho atual. Uma das características desse processo contínuo é o desconforto e a infelicidade na maior parte do tempo. O prêmio é o prazer de descobrir algo novo no processo - uma faísca - que nos dirige a um entendimento mais ampliado e reflexivo do mesmo.






19 de agosto de 2011

Retomando a pintura

Após a desmontagem da exposição HÍBRIDOS, é tempo de retomar o processo nos trabalhos em pintura sobre craft da investigação atual. Observo que os últimos trabalhos vinham levantando novas interrogações e indicando aberturas.
Inicialmente, as relações entre o corpo, as práticas corporais e a masculinidade, aos poucos, tem se modificado em alguns aspectos: as últimas imagens que seleciono são provenientes de fotografias fora do contexto das práticas corporais e voltadas à esfera privada; ao contrário das até então utilizadas, passam de uma imagem em movimento/ação para uma imagem estática/passiva; e convidam o espectador a pensar num momento de reflexão, introversão, silêncio, limites.
Após alguns trabalhos em craft, posto, então, um dos últimos trabalhos, feito em acrílica sobre tela.

S/ Título
Acrílica sobre tela
139 x 139cm
2011


13 de agosto de 2011

O corpo no Musée Rodin, Centre G. Pompidou, L'Orangerie, Musée D'art Moderne de la Ville de Paris

O abraço
Pablo Picasso (1881-1973)
1903

Adolescentes
Pablo Picasso (1881-1973)
1906

A dança
Henri Matisse
Óleo sobre tela [355 x 391cm]
1931-1933

Nude in the bath
Pierre Bonard
Óleo sobre tela [93x147cm]
1936
Henri Matisse
"The back I-IV'
1909-1931

Man Ray


Martin Kippenberger
Sem título
1992

Marlene Dumas

O pensador
Auguste Rodin
Bronze
1880

"The three shades"
Auguste Rodin
Bronze
1881-1886

12 de agosto de 2011

Trabalhos no FaceArte - Galeria Virtual


O FaceArte é uma galeria virtual no Facebook, criada em 2009 para divulgar e vender o trabalho de artistas plásticos contemporâneos. Uma galeria onde é possível conhecer o trabalho, discutir sobre temas de interesse coletivo, comentar ou criticar as obras, comprar peças que você não vai encontrar nas galerias tradicionais.
Como comprar: Você escolhe a obra que mais gostou, envia um email com todos os seus dados (nome, endereço e telefone de contato) para facearte@globo.com. Você receberá um e-mail confirmando a disponibilidade e os dados para pagamento, onde vai constar o preço da obra e o custo do frete. Você faz o depósito e nós enviamos a obra pelo Sedex, onde você desejar.
Trabalhos no FaceArte: http://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.10150161091781024.299393.168650511023

10 de agosto de 2011

O corpo na pintura e escultura do Museu do Louvre [Paris, 2011].


Hippolyte Flandrin
1809-1864
Jovem rapaz à beira mar
98 x 124cm

Gabrielle d'Estrées e uma de suas irmãs
Escola de Fontainnebleau, 1595 [?]
96 x 125cm
 
Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
O banho turco
110 x 110cm


Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
A grande odalisca
91 x 162cm

"Marcelo"
Roma, 23 a.C.
Assinada Cleomenes o Ateniense
Mármore, 1,80m
Coleção Luís XIV

Afrodite [Vênus de Milo]
Melos, Cerca de 130-100 a.C.
Mármore, 2,02m

Pierre Paul Prud'hon
Zéfiro se balançando ao Deus da Água
Cluny, 1758

Michelangelo Buonarroti
1475-1564
Escravo
Roma, 1513-1515
Mármore, 2,09m

[?]

Torso masculino
Encontrado em Mileto 480-479 a.C.
Mármore, 1,32m

Jean Auguste Dominique Ingres
1780-1867
A banhista Valpinçon
146 x 97 cm



24 de julho de 2011

Notas sobre o texto "O ato criador", de Marcel Duchamp

DUCHAMP, M. O ato criador. In: BATTCOCK, G. (Org.). A nova arte. São Paulo: Perspectiva, 1986. p. 71-74.

O breve, mas relevante texto de 1957, do inventor do “ready made”, o francês Marcel Duchamp, focaliza o complexo processo de criação do artista, assim como os aspectos envolvidos nele, com destaque para a importância do público. Para o autor, há dois pólos na criação artística: o artista e seu público. Para Duchamp, o artista baseia-se na intuição quando concebe sua obra, distanciando-se da objetividade e do que chama “auto-análise, falada ou escrita” sobre a mesma (p. 72). O artista depende de seu público para adquirir “valor social” e ser incluído na História da Arte, que tende a atribuir valor à obra do artista de forma distinta daquela que o artista tende a fazê-lo. É a partir dessa aparente divergência que Duchamp levanta a questão: “Como poderá ser descrito o fenômeno que conduz o público a reagir criticamente à obra de arte?” (p. 72). No ato criador, o artista passa da intenção à realização e concretização das idéias, a partir de processos subjetivos e complexos, de avanços e recuos. O resultado desse processo – a obra – confere nitidez à distância entre a intenção inicial do artista e a sua realização. Esse mecanismo subjetivo que produz o que o autor denomina “arte em estado bruto”, seja ruim, boa ou indiferente, é denominado por Duchamp de “coeficiente artístico”. Para o autor, o artista “falha” por sua inabilidade em expressar a sua intenção integralmente, fazendo com o que realiza se distancie daquilo que intencionou inicialmente. Para Duchamp, o coeficiente artístico pode ser explicado por “uma relação aritmética entre o que permanece inexpresso embora intencionado, e o que é expresso não-intencionalmente” (p. 73). Tal conceito traz à tona a relevância do público no ato criador, pois este “não é executado pelo artista sozinho; o público estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualidades intrínsecas e, desta forma, acrescenta sua contribuição” (p. 74).

23 de julho de 2011

Notas sobre o texto "Arte sem paradigma", de Arthur Danto

 
DANTO, A. Arte sem paradigma [1994]. Arte & Ensaios. Rio de Janeiro. Ano VII, n. 7, p. 198-202, 2000.

O texto clássico do filósofo e crítico de arte norte-americano Arthur Danto aborda o tema complexo do que ele denominou como o “fim da arte”. O autor apresenta exemplos de obras de artistas contemporâneos que ilustram sua tese, distanciando-a daquela apresentada pelo crítico norte-americano Clement Greenberg, na década de 1960. A tese de Danto é apresentada primeiramente em um texto publicado por ele em 1984, intitulado “A destituição filosófica da arte”, quando associa o “fim da arte” ao “fim da narrativa” na década de 1960, quando ocorrem mudanças importantes na arte moderna, sobretudo a relevância da tomada de consciência, exemplificada com a exposição de Andy Warhol, em Nova Iorque [1964], quando expôs as Brillo Boxes. Tal obra problematizou de forma explícita o que a filosofia vinha se ocupando: responder à questão “O que é arte?”. Danto apresenta dois corolários a partir da análise da obra de Warhol: i) a obra de arte não deve ter uma forma particular; e ii) a análise da obra não depende apenas de sua visualidade, mas da filosofia.


O autor oferece exemplos para que o leitor compreenda o que quer dizer. Entre esses, o trabalho de fotografia de Walker Evans e a mesma fotografia apropriada por Sherrie Levine, que a intitulou “After Walker Evans”.  Danto ressalta o fato de não ser possível compreender a obra de Levine apenas pela informação visual que nos é oferecida pela imagem, dependendo de outro tipo de informação. A partir dessas reflexões, Danto afirma que “o mundo da arte hoje não tem uma unidade estilística que se possa verificar com o olho” (p. 201). Ou seja, a informação visual da obra é insuficiente para interpretá-la. Da mesma forma, o fim da arte significa pensar que “tudo é possível, que a lei da possibilidade não existe e não há nenhuma forma da qual um artista não possa se apropriar” (p. 201).  Para o autor, o período a partir da década de 1960 é aquele no qual qualquer escolha é possível por parte do artista. Portanto, distinto daquele ocorrido em Nova Iorque entre as décadas de 1940-1950, quando só havia uma possibilidade de se fazer arte, momento no qual Greenberg apresentou sua teoria sobre o Modernismo. Para esse crítico, a pintura deveria se ocupar dos problemas do plano e do espaço, não sendo ilustrativa e não intervindo nos espaços da escultura e da arquitetura. Finalizando o texto, Danto apresenta artistas como Ad Reinhartdt, Robert Ryman, Robert Colescot e Jenny Holzer, como exemplos de rompimento com o paradigma modernista, por suas escolhas que não se enquadravam mais na teoria greenberiana. O autor conclui o texto apresentando diferenças entre a sua visão e a visão de Greenberg para o “fim da arte”. Se para Greenberg, esse é o momento no qual o artista produz obras puras e em consonância com o cânone modernista; para Danto, o “fim da arte” é o momento no qual a arte atinge a compreensão filosófica de sua identidade, fazendo com que os artistas não necessitem se adequar a um paradigma pré-estabelecido.


6 de julho de 2011

Terceira visita com o artista à exposição H Í B R I D O S

Seguindo a programação de visitação, estarei aguardando aqueles/as que não puderam comparecer à abertura ou que tenham desejo de retornar/trazer amigos/as à exposição H Í B R I D O S.

Data: Sábado, 9/julho
Horário: 11:00h às 13h
Local: Galeria Café, R. Teixeira de Melo, 31, Ipanema.

Abç, Fabiano Devide.

3 de julho de 2011

Visitações com o artista à exposição H Í B R I D O S

Posto aqui imagens de alguns amigos/as que têm comparecido para um bate-papo sobre os trabalhos expostos na exposição H Í B R I D O S durante as visitas já agendadas.
Esq>Dir.: José Nasser, Jozias Benedicto, Bet Katona, Manoel Novelo,
Rico Silva, Eduardo Grasel, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: Cláudia Laux, Elaine Britto, Ana, Bob N, Carlos Valente,
Sérgio Canelas, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: André, Carlos Medrado, Fabiano Devide, Eloá Carvalho.