3 de julho de 2011

Visitações com o artista à exposição H Í B R I D O S

Posto aqui imagens de alguns amigos/as que têm comparecido para um bate-papo sobre os trabalhos expostos na exposição H Í B R I D O S durante as visitas já agendadas.
Esq>Dir.: José Nasser, Jozias Benedicto, Bet Katona, Manoel Novelo,
Rico Silva, Eduardo Grasel, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: Cláudia Laux, Elaine Britto, Ana, Bob N, Carlos Valente,
Sérgio Canelas, Fabiano Devide.

Esq.>Dir.: André, Carlos Medrado, Fabiano Devide, Eloá Carvalho.

22 de junho de 2011

Visitação com o artista à exposição "Híbridos"

Data: Sexta-feira - 24/6
Horário: 11:00h às 13h
Local: Galeria Café, R. Teixeira de Melo, 31, Ipanema.

Estarei aguardando aqueles/as que não puderam comparecer à abertura ou que tenham desejo de retornar/trazer amigos/as. Nos posts abaixo, clipping da exposição.

Abç, Fabiano Devide.

18 de junho de 2011

Montagem - H Í B R I D O S - Fabiano Devide

H Í B R I D O S está montada e será aberta hoje. É minha primeira individual e resultante de uma investigação iniciada em 2010, na EAV, sobre as relações entre gênero, corpo e masculinidades. A exposição conta com 9 trabalhos, que representam dois momentos dessa investigação [2010-2011], identificados pelo espectador ao observar as pinturas.

É uma satisfação apresentar essas obras ao público, pois representam parte de um processo iniciado há três anos, que toma agora uma dimensão pública pela primeira vez. Espero por tod@s para celebrar a arte, as amizades e os novos horizontes.

Agradeço aos que têm me incentivado no cenário das artes visuais. Especialmente agradeço Ivair Reinaldim e Suzana Queiroga pela orientação nesse processo; Jozias Benedicto, pela disponibilidade em produzir o belo texto sobre a exposição; Alexandra Di Calafiori, pelo convite para realizar a exposição; e Eduardo pela sua montagem.






 

7 de junho de 2011

Exposição H Í B R I D O S - FABIANO DEVIDE

Convido a todos/as os amigos/as a comparecerem na abertura da exposição "HÍBRIDOS". A exposição apresenta nove trabalhos de dois momentos de minha investigação atual (2010-11), sobre as relações entre corpo, gênero e identidade, com texto do querido amigo Jozias Benedicto. maiores informações no convite abaixo.





27 de abril de 2011

Nova série... ainda sem título

O privilégio masculino é também uma cilada (...) impõe a todo homem o dever de afirmar, em toda e qualquer circunstância, a sua virilidade (...) entendida como capacidade reprodutiva, sexual e social, mas também como aptidão ao combate e ao exercício da violência (...) o homem ‘verdadeiramente homem’ é aquele que se sente obrigado a estar à altura da possibilidade que lhe é oferecida de fazer crescer sua honra buscando a glória e a distinção na esfera pública
(In.: Bourdieu, P. A dominação masculina, Rio de Janeiro: Bertrand, 1999, p. 64).

- Cilada -
Acrílica sobre papel craft
85 x 130 cm
2011



25 de abril de 2011

Série dançarinos
Acrílica sobre papel craft
85 x 120 cm
2011

Série dançarinos
Acrílica sobre papel craft
85 x 120 cm
2011

22 de abril de 2011

Série Dançarinos

Série dançarinos
Acrílica sobre papel craft
80 x 120 cm
2011

Série dançarinos
Acrílica sobre papel craft
80 x 120 cm
2011

Série dançarinos
Acrílica sobre papel craft
80 x 120 cm
2011

10 de abril de 2011

1 de abril de 2011

Notas sobre os últimos trabalhos...


Os três últimos trabalhos exploram a temática do corpo, gênero e identidade, a partir da pesquisa com imagens sobre práticas corporais de reserva masculina [luta], transpostas do suporte da fotografia para a pintura. Apresentam corpos de lutadores em ação e combate, que ancoram sentidos de uma masculinidade hegemônica, que submete outras masculinidades, plurais, transitórias e contingentes presentes no cotidiano, explorando os múltiplos significados produzidos pela imagem.
Os personagens surgem em figuras híbridas, que exploram a continuidade e a fluidez das imagens, ao representarem corpos que ancoram essas identidades e se interpenetram. Da mesma forma, os mesmos corpos se misturam ao plano pictórico, subvertendo a relação figura e fundo, produzindo incertezas sobre onde começa e termina cada personagem. As figuras aparecem em primeiro plano, “transbordando” pelas extremidades do plano e tornando exíguo o espaço da tela de pintura, trazendo o olhar para “dentro” da obra.
Os trabalhos exploram uma densidade cromática específica, a partir da fusão de etapas e camadas de cor, resultando numa relação cromática que colabora para a construção de um clima psicológico dramático. Nesse sentido, os trabalhos possibilitam diferentes leituras, explorando a polissemia produzida pela imagem, a partir de uma semiótica “aberta”, promovida pela interação entre a obra e o espectador.




Acrílica sobre tela
115 x 115 cm
2011
 

15 de março de 2011

Experiência em Pintura II - EAV-Parque Lage


Acrílica sobre papel craft
120 x 120 cm
2011
 
Acrílica sobre papel craft
120 x 120cm
2011




3 de março de 2011

Retomando a EAV após um semestre: novos rumos...

Após um semestre afastado "fisicamente" dos cursos na EAV, retomei o módulo de desenvolvimento, desta vez, com Suzana Queiroga [Experiência em Pintura II]. Passei o semestre passado produzindo no ateliê, compartilhando alguns dos trabalhos com os leitores/as do Blog, que construí em setembro de 2010. Porém, os trabalhos não receberam o olhar atento e experiente de professores/as. Nada como o olhar do outro para nos tirar da "zona de conforto" e nos fazer avançar.


Os últimos trabalhos, cuja temática vinha sendo relacionada às práticas coporais de reserva masculina [futebol, luta]  e feminina [dança], abordavam jogadores, lutadores e bailarinos em ação, em imagens híbridas em que corpos se interpenetravam sobre áreas de cores fortes, onde o grafismo das figuras se destacava. Alguns desses trabalhos também apresentavam a sombra duplicada das figuras, na intenção de explorar outros sentidos além daquele produzido pela imagem original.


Esses que apresento agora incorporam novos elementos em sua poética, resultantes dos primeiros debates na EAV em 2011: buscam combinar essas práticas corporais num mesmo plano, apresentam a imagem em negativo, retiram o uso da sombra, possuem certa monocromia e tentam explorar a idéia de movimento, continuidade e fluidez da imagem, expandindo o grafismo, produzindo uma incerteza sobre onde começa e termina cada figura no plano pictórico.


Vertigem
Têmpera sobre papel
32 x 44cm
2011

S/ título
Têmpera sobre papel
32 x 44cm
2011

S/ título
Têmpera sobre papel
32 x 44cm
2011

8 de janeiro de 2011

Notas sobre os últimos trabalhos


O domínio, a consciência de seu próprio corpo só puderam ser adquiridos pelo efeito do investimento do corpo pelo poder: a ginástica, os exercícios, o desenvolvimento muscular, a nudez, a exaltação do belo corpo (...) através de um trabalho insistente, obstinado, meticuloso (...)  [p. 146]*

É possível relacionar elementos sobre o corpo entre os séculos XIV e XVI, período do Renascimento; com questões atuais que circulam sobre a cultura do corpo na sociedade contemporânea? Esta questão norteia os últimos trabalhos que venho apresentando aqui no Blog.
A História da Arte assinala que no Renascimento, a escultura foi caracterizada, entre outros aspectos, pela representação proporcional da figura humana tal como a realidade, através do estudo do corpo [e sua anatomia], as noções de profundidade e perspectiva revelaram músculos torneados em proporções perfeitas, notadamente sobre o corpo masculino. "David", de Michelangelo, exemplifica as características acima e nos convida a refletir como, hoje, tais proporções se transformaram em “capital social”, sendo vendido, trocado, alugado etc.
Inserido em uma sociedade de consumo, onde existem bens simbólicos e materiais, interpreto o corpo, enquanto "capital simbólico", que ancora uma série de significados que contribuem para constituir uma hierarquia de poder simbólico sobre a sua relação com a busca de objetivos pessoais, sejam materiais ou emocionais. Nesse caso, com a transformação dos padrões estéticos das últimas décadas, aqueles/as que não se aproximam do modelo de corpo "ideal", tendem a se sentir excluídos/as de uma indústria cultural e de consumo que se desenvolve para atingir aqueles/as que possuem o modelo padrão e valorizado de corpo.
Nesse contexto, os últimos trabalhos realizados são estudos para um projeto que busca tecer um diálogo entre o discurso sobre o corpo na história da arte com o discurso contemporâneo, circulante nas revistas de fitness direcionadas ao público masculino. Assim, a composição da imagem da escultura com a palavra busca produzir uma reflexão sobre o esquadrinhamento do corpo, "esculpido" de forma cartesiana, a partir dos mais distintos recursos e "sacrifícios" oferecidos pela indústria. Nesse sentido, a fragmentação da figura pelo recorte ou pela linha, assim como a sua demarcação com o uso de alfinetes, busca sinalizar, respectivamente, a segmentação do corpo e o sacrifício aos quais os homens [e as mulheres] têm se sujeitado na busca do corpo cultuado na sociedade contemporênea.

* FOUCAULT, M. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1998.

6 de janeiro de 2011